O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 29/11/2020
O combate à pedofilia no Brasil vem se tornando um desafio a cada dia, visto que os números de casos continuam a crescer. Embora a sociedade tenha evoluído mentalmente, ainda persiste aqueles com concepções deturpadas em nosso meio. Assim sendo, esses indivíduos aparentam ser pessoas boas e gentis, porém usam dessa falsa imagem para abusar de crianças e adolescentes. Nesse sentido, ganham a confiança da família, o que acaba gerando problemas futuros, e utilizam da inocência infantil para não serem descobertos, causando dificuldades para a solução desse entrave.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar como o excesso de confiança nos parentes pode acarretar problemas para as crianças. Nesse viés, é pertinente trazer o discurso da escritora Clarice Lispector, que dizia: “quando você menos espera a vida te surpreende”. Sob esse prisma, os indivíduos menos duvidosos podem agir de maneira abominável, retirando a virgindade de um menor a força, ocasionando traumas psicológicos futuros. Diante disso, o abuso infantil fica mais fácil quando se é próximo da família, convivem entre a vitima e as violam constantemente, que devido ao terror que passam todos os dias, tornam-se impotentes de falar sobre o caso, dificultando o cessamento do entrave. Dessa forma, o pedófilo sai impune devido a alta moral recebida dos familiares, a ponto de pensarem “ele nunca faria isso”.
Em segundo lugar, vale salientar a inocência de muitos adolescentes referente à pedofilia. De acordo com a lei instituída no Brasil, qualquer pessoa maior de 18 anos, que se relacionar sexualmente com um indivíduo menor de 14 anos, independente do consentimento, é considerado crime. No entanto, há aqueles usufruindo da inocência infantil para convence-los de que isso não é errado, os quais acabam caindo na lábia dos mais velhos por não terem a devida noção criada sobre o certo e errado. Destarte, ao adentrarem as redes sociais, muitos juvenis formam relacionamentos com maiores de idade, mostrando fotos e vídeos íntimos. Dessa maneira, fica claro a falta de maturidade nos adolescentes e crianças, que devido a ausência de orientações dos pais são facilmente manipuladas.
Torna-se, evidente, portanto que são necessárias medidas capazes de cessar essas adversidades. Para isso, cabe aos familiares terem mais cuidado em quem confiar, e junto ao Ministério da Educação criar projetos explicando às crianças a importância de contar tudo aos os pais, a fim de que a pedofilia domiciliar acabe. Além disso, é preciso que as Instituições Escolares ensinem desde a infância sobre relacionamentos amorosos, por meio de palestras com psicólogos, com o intuito de terem a conscientização sobre tal tema o mais rápido possível. Ao se realizar tais intervenções, certamente teremos um país mais limpo desse transtorno.