O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma ilha imaginária na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que foi idealizado por More, uma vez que a pedofilia destaca-se como um importante desafio a ser enfrentado pela sociedade. Esse cenário nocivo demanda por orientação e possui fortes impactos na vida criança. Logo, convém a análise dessa conjuntura com o intuito de mitigá-la.
Vale ressaltar, a princípio, a carência de políticas educativas que orientem a população no combate à pedofilia. Sob essa perspectiva, o educador Paulo Freire destaca a educação como elemento fundamental para mudanças sociais e, por isso, defendia um ensino capaz de estimular reflexões críticas que levem a uma maior compreensão da sociedade. Entretanto, situações atuais vão de encontro a esse ideal na medida em que crianças e adolescentes crescem sem receber uma educação sexual escolar e familiar que proporcione maior segurança e os adultos não sabem como identificar os sinais do abuso, que podem passar despercebidos. Desse modo, nota-se a importância da instrução contra o abuso sexual infantil.
Ademais, há preocupantes problemáticas advindas desse contexto. Em vista disso, Freud, considerado a pai da psicanálise, explica que as experiências vividas na infância influenciam o comportamento da pessoa em toda a vida. Nesse sentido, o abuso sexual pode resultar em isolamento social, transtornos psicológicos, baixa autoestima e dificuldades em estabelecer futuros laços de confiança. Dessa maneira, é evidente os impactos que a pedofilia traz para a vítima e a necessidade de conscientizar as crianças e a família para procurarem ajuda.
Portanto, providências devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas que, por meio de oficinas pedagógicas, discussões engajadas e palestras, possua como finalidade trazer mais lucidez sobre como combater o abuso sexual infantil. Esses eventos devem contemplar a educação básica, contar com a participação de profissionais que proporcionem uma educação sexual adequada à faixa etária do aluno, auxiliar os familiares na detecção de sinais de abuso e incentivar denúncias. Assim, essas medidas possibilitarão a concretização de transformações desejáveis na realidade brasileira.