O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 01/02/2021

Em 2018 a frase dita pelo hoje nosso presidente, criou grande confusão nas redes sociais “Quem ensina sexo para a criança é o papai e a mamãe. Escola é lugar de aprender física, matemática, química” esta frase criou uma onda de discussões sobre o tema, mas a questão mais levantada foi a da prevenção à o abuso infantil, que hoje em nosso país tem estatísticas preocupantes, o Brasil registrou a o menos 32 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em 2018, Índice de notificações, de 2018, é o maior já registrado desde 2011, quando o SUS passou a ter a obrigação de computar os atendimentos, de lá para cá, os números crescem ano a ano, e somam um total de 177,3 mil notificações em todo o país.

Mesmo sendo preocupante isto mostra que a frase dita pelo nosso presidente está completamente equivocada, pois segundo especialistas na área de defesa dos direitos da infância a educação sexual nas escolas e a maior aliada à o combate abuso sexual de crianças e adolescentes, visto que fazem os próprios reconhecerem se estão ou não sofrendo um abuso, e é mais uma porta de denuncia pois Segundo os números do Ministério da Saúde, dois terços dos episódios de abuso registrados em 2018 ocorreram dentro de casa. Em 25% dos casos, os abusadores eram amigos ou conhecidos da vítima, em 23%, o pai ou padrasto.

Porém a educação sexual sozinha não é suficiente para acabar com o abuso infantil, uma das medidas que acredito ser de extrema importância é a erradicação de discursos como o de nosso presidente pois segundo Vicente Faleiros, sociólogo e autor de livros sobre o tema, o discurso de Jair Bolsonaro trata a educação sexual como algo “imoral”, trazendo uma grande nuvem para a visibilidade sobre o tema, pois a vítima de abuso precisa de informação. Precisa saber reagir, contar, dialogar, e não ser silenciada. Caso contrário, ela é silenciada duas vezes: pelo abusador e pela política pública, que determina que não se fale sobre o assunto.