O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 21/02/2021

É fato que as doenças sempre estiveram entrelaçadas com a relação entre indivíduo e sociedade nas mais variadas aréas. No que concerne à pedofilia no Brasil potencializou a revolta dos cidadãos, pois o governo permitiu que prisioneiros condenados por crimes sexuais e portadores deste transtorno, no qual adultos sentem atração por corpos pré-púberes, ou seja, crianças, tivessem pena reduzida. Portando cabe avaliar intrinsecamente os aspectos educacionais e criminais que rodeiam a pedofilia no Brasil.

É de suma importância em primeiro plano destrinchar a diferença entre pedófilos e abusadores. Pedófilos são definidos por seus desejos e abusadores por seus atos, porém a sociedade, em sua maioria, acredita que os dois significam a mesma coisa. Isso ocorre devido ao baixo senso crítico da população, fruto de uma educação medíocre ao estímulo do questionamento e rica, na prática do senso comum. Nesta perspectiva faz-se necessário uma analogia com a obra “O Mito da Caverna”, de Platão, que pode-se concluir que o filósofo defendia a importância da educação e aquisição do conhecimento sendo esse o instrumento que permite aos homens estar a par da verdade e estabelecer o pensamento crítico.

Cabe mencionar em segundo plano, como é julgado a pedofilia no Brasil. De acordo com o ordenamento jurídico penal pátrio essa doença em si não é enquadrada em crime sexual por se tratar de um desejo e não de um ato. Conforme Isaac Newton “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”, ou seja, a propagação de imagens e vídeos pornográficos infantis e estupros por pedófilos continua sendo crime e não deve ser vitimizado, apesar de não existir cura para o transtorno, essa enfermidade não afeta o poder de decisão de um indivíduo, sendo assim deve-se sofrer a mesma pena que prisioneiros sem está condição.

Diante dos argumentos supracitados, é dever do Ministério da Educação promover seminários e debates nas escolas com a temática: sexualidade, para estimular o pensamento crítico e o autoconhecimento, além de impor leis mais rigorosas que punam severamente os infratores. Some-se a isso investimentos governamentais em pesquisas cientificas para compreender melhor o comportamento sexual dos portadores de pedofilia.