O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 25/07/2017

No ano de 2002, denúncias do jornal “The Boston Globe” sobre casos de pedofilia cometidos dentro da igreja católica ganharam repercussão mundial e geraram em toda sociedade a necessidade de debater sobre o tema. Nessa perspectiva, a população do Brasil também começou a se expôr diante do  assunto e por meio da divulgação de informações mais casos foram delatados. Porém, ainda é recorrente que fatos de abusos sexuais com crianças acontecem, indo em contradição a essa tendência.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, a pedofilia é considerada uma doença e não uma escolha ou vontade. Sendo assim, a punição do pedófilo não deve ser compreendida apenas pela esfera do aprisionamento mas também pelo tratamento adequado, com psiquiatras e medicamentos. Segundo o site do jornal Gazeta do Povo, os hormônios utilizados para o tratamento da pedofilia não são liberados no Brasil, o que pode corroborar no aumento de casos já que não há tratamento imediato para eles.

Outro fator a ser mencionado é a demora para a execução das denúncias. Apesar do aumento das queixas nos últimos anos, os processos, muitas vezes, podem perdurar por anos e as vezes até décadas, levando até ao arquivamento deles por causa da lentidão. Esse fato é acentuado quando percebe-se que há apenas uma delegacia especializada nesse tipo de crime em todo o país, em São Paulo.

Por tudo isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a Associação Médica Brasileira, implantar no país os melhores tratamentos para pedófilos, por meio de mapeamento de padrões genéticos, hormonais e até habituais, visando uma melhor forma de intervenção e o controle dos casos. Além disso, o Ministério da Justiça, deve promover a agilização das ações judiciais, através da capacitação das delegacias para priorizarem as acusações de pedofilia e resolverem de maneira eficaz, buscando além da redução dos crimes uma maior segurança pela sociedade.