O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 12/06/2017

Abuso da indefesa

Brinquedos. Inocência. Infância. Lazer. Cenário ideal para proporcionar uma melhor qualidade de vida e garantir uma fase feliz aos menores de idade. Contudo, em contraste, vê-se relatos de pedofilia todos os dias e o estado mostra-se incapaz de resolver esse impasse que é de saúde pública e não tem distinção de classe.

A cultura machista, enraizada no mundo até os dias atuais, prega a ideia da supremacia masculina em detrimento da feminina, tendo como conseguinte, malefícios, tanto para as mulheres, quanto para os homens, que correspondem, respectivamente, 80% e 20% dos casos. Uma vez que a educação familiar e escolar não combate o sexismo, vê-se um ciclo constante de abusos: de um lado, meninas que não sabem identificar a exploração sexual, tampouco, é ensinada a ter autonomia sobre o próprio corpo; e do outro, meninos que padecem do abuso sexual por uma mulher mais velha, sente-se incomum por ser uma dominação inversa à cultura que ele está inserido. Diante do que foi mencionado, cria-se uma linha tênue entre sofrer o abuso e denunciar, fortalecendo o pacto do silêncio e dificultando a resolução do problema.

Ademais, atualmente, a pedofilia tem 3 pilares que potencializam esse crime: A família, o estado e a sociedade. O primeiro, trata a sexualidade como um tabu. Os pais ou responsáveis, interpretam essa ação como um estímulo à vida sexual, fazendo com que os pequenos se autodescubram através de sites pornográficos e/ou entrem em contato com futuro pedófilos. O segundo, desrespeita os direitos civis, uma vez que o abuso afeta a saúde física e mental, compromete com o futuro, ignora a liberdade do menor e impulsiona as chances de ser um próximo agressor. E o último, não acolhe as vítimas devidamente e erotizam precocemente a criança.

Em síntese, torna-se evidente, portanto, que é uma adversidade atemporal e que precisa ser findada.  Para isso, o estado precisa investir em segurança virtual. A internet sendo uma ferramenta democrática, disponibiliza todo o tipo de conteúdo, inclusive, cenas de pedofilia em sites pornográficos.  As escolas devem promover reuniões, juntamente com a família e profissionais de saúde. Assuntos como o empoderamento feminino, educação sexual, perfil do pedófilo e consequências do abuso devem ser discutidos. A sociedade, por sua vez, deve proporcionar um melhor acolhimento das vítimas, cobrar pelo direito da criança, por mais delegacias especializadas e a disponibilização de tratamento gratuito nos postos de saúde. E, em suma, dar mais ênfase nesse assunto em todos os âmbitos, para que o mundo não sofra das consequências desse crime, tornando-o mais violento e opressor.