O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 08/06/2017

Nos últimos cinco anos, a quantidade de casos de pedofilia sofreu um aumento no Brasil. Segundo as pesquisas do SINAM (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), os números de abuso sexual infantil começaram a crescer em 2012.

Na maior parte dos casos, a violência acontece dentro da casa da vítima, onde o agressor é um membro familiar. Por consequência dessa situação, a vítima, que além de ser acuada e oprimida, se silencia pois passa a crer que as pessoas ao se redor não acreditarão em seu relato. Uma vítima desacreditada de que será atendida e protegida, contribui para que mais episódios de abuso aconteça.

A falta de diálogo dos pais com uma criança ou adolescente sobre sexualidade e educação sexual, eventualmente, provoca a omissão da exploração. A conversa sobre o tema pode muitas vezes evitar a agressão, uma vez que a criança ou jovem reconhece que tem liberdade para tratar do assunto com os responsáveis.

Outro fator que leva a pedofilia é a erotização dos jovens. Com a facilidade de ter acesso a informação e comunicação, os jovens e crianças ficam vulneráveis na internet, às vezes, sem o conhecimentos dos responsáveis, por meio de redes sociais e salas de bate-papo, nos quais se expõem através de fotos e vídeos.

Dessa forma, para impedir a continuidade desse cenário, é preciso que condutas governamentais sejam impostas, tais como melhorias em serviços públicos voltados para as crianças e adolescentes, programas de proteção às vítimas e conscientizar a sociedade de que abordar essa questão é necessária para prevenir a pedofilia.