O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 10/06/2017
A pedofilia, que é um distúrbio caracterizado pela obsessão de práticas sexuais com crianças, ainda é tratado com pudor na sociedade brasileira. O tema ainda choca muitos que, diante do desconforto da situação, preferem ignorá-la. Trata-se de um problema de saúde pública que deve ser combatido e prevenido. O abuso crianças no Brasil é amplo e precisa urgentemente de solução.
Os casos de violência infantil no país, embora já apresentem números alarmantes, são ainda maiores do que se sabe. Nesse contexto, o incentivo à denúncia deve ser trabalhado. Falar sobre o abuso já é uma situação penosa para a criança que o sofre; muitas vezes, ela não tem meios de informar às autoridades da sua situação, e acaba procurando um adulto de sua confiança. Não denunciar não pode ser uma opção para quem tem conhecimento da situação. O assunto deve ser inserido na sociedade e deixar de ser tratado com censura. Entender os riscos e problemas decorrentes desta injúria é fundamental para que os casos existentes não sejam acobertados.
No contexto existente, o que se percebe é que não há uma estrutura capaz de atendê-lo. O sistema deve ser revisto. Os órgãos que combatem a pedofilia devem estar munidos de meios que tornem seu trabalho totalmente eficiente; devem possuir profissionais habilitados e em quantidade suficiente para atender às crianças e, além disso, devem possuir todos os itens necessários à realização do seu ofício. Depois da situação ocorrida, tudo deve funcionar de forma que esta seja solucionada em menor tempo possível.
De todos os meios de combate, o mais importante é a prevenção. A educação sexual deve acontecer desde o início da vida infantil e não apenas no momento que se acredita iniciar a vida sexual. Desde o princípio, o indivíduo deve ser capaz de conhecer o seu corpo e entender que nada nele pode ser feito sem sua permissão. Deve haver um discernimento sobre o que é correto e o que não é, e ainda que, falar sobre as situações que incomodam, é de fundamental necessidade. O ensino da sexualidade não se atém ao ato sexual, mas engloba também instruir sobre as características do corpo humano e limites que existem nas relações interpessoais.
O abuso infantil não se restringe a um meio, ele pode ocorrer em qualquer classe, sexo e idade. Perante o exposto, nota-se que seu combate deve ocorrer em toda a sociedade. Os principais personagens são a família e a escola, onde a criança cria laços e vive todo período de desenvolvimento. Ambas entidades devem estar aptas a educar e expor a temática de forma a encorajar a denúncia de qualquer tipo de violência, física ou mental. O assunto deve ser debatido sem julgamentos, para que deixe de ser um tabu e possa ser facilmente solucionado.