O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 11/06/2017
Uma das abordagens da série de televisão norte-americana, “Os 13 Porquês”, adaptada do livro com o mesmo nome, demostra o medo de uma das adolescente em denunciar o caso de estrupo por um colega de classe. Esse sentimento está presente na grande maioria dos casos de abusos ao jovens, fruto da falta de preparo da escola e da família em consequência do tabu em abordar o tema de educação sexual de forma adequada.
Muitos pais tem receio de conversar o tema sexo com crianças por deduzirem que isso pode influenciar seu comportamento negativamente. Com isso, negam a elas o direito de conhecer seu próprio corpo e discernir se estão sendo abusadas ou não. Este preconceito que a sociedade ainda carrega não condiz com mundo altamente informativo atualmente, diante disso, os jovens não podem ter esse conhecimento sexual ideal para se prevenirem e alertarem se algo estiver acontecendo.
A escola, assim como a família tem o dever de inserir essas informações na vida de crianças e adolescentes. Nesse sentido, o papel de informar deve está acompanhado de fiscalizar o próprio ambiente institucional e o familiar, pois são nesses em que as vitimas podem encontrar seus agressores. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente, 55,7% dos casos de abuso, o autor era conhecido ou amigo da vítima.
As vítimas do abuso muitas vezes se calam por ameaças de seus abusadores, formando um “véu” entre a sociedade e vítima. Nessa perspectiva, as pessoas não entendem a gravidade e o real número de casos que ocorrem. Isso cria uma falsa sensação de que o assunto não deve ser debatido pelas antigas mídias. Entretanto, atualmente, séries de televisão, como “Os 13 Porquês”, dão enfoque a esse tipo de situação, servindo como um meio de ajudar jovens a denunciarem.
Logo, a falta de informações básicas, como sexo, são essenciais para que jovens se previnam adequadamente de abusos e não tenham o pavor em pedir ajuda. Diante disso, é necessário que a instituição familiar em conjunto com a escola planejem encontros quinzenais entre educadores e pais para discutir a importância da educação sexual para os jovens, e, as mídias foquem em projetos que avisem sobre a pedofilia em conjunto de métodos que o jovem pode ter para denunciar. Com essas medidas o resultado é ter mais jovens conscientes e informados sobre o próprio corpo e os sinais de um possível abuso, uma sociedade mais atenta e cuidadosa, além de profissionais mais bem preparados para lidar com a problemática.