O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 12/06/2017

O silêncio dos inocentes

Com frequência veiculam nas mídias crimes contra crianças, chocando a opinião pública. Dessa forma, a pedofilia e a exploração sexual infantil são delitos hediondos que precisam ser combatidos de forma incisiva, não deixando impune os agressores. Estes, por sua vez, não possuem um perfil bem definido, podendo ser qualquer pessoa. É imprescindível, portanto, identificar os possíveis riscos, a mudança de comportamento nos meninos e meninas e a educação precoce sobre a noção de sexualidade.

Os dados de violência praticada contra menores são um fato marcante. Mais de 45 crianças sofrem abusos todos os dias. Ainda assim, vários casos permanecem sem serem identificados. O enfrentamento desse problema, contudo, se inicia com a identificação do fato. A inocência dos pequenos e a falta de entendimento do que está acontecendo pode torna-los potenciais vítimas, chegando a nunca realizar denúncia.

Além disso, é também marcante os casos de pedofilia envolvendo clérigos, pais e pessoas próximas. O sadismo imposto aos infantes pode transformar suas vidas, tornando-os introvertidos e abalando profundamente suas relações sociais. Essa realidade afeta toda as esferas sociais, sendo mais marcante nas famílias de menor renda, onde há, inclusive, incentivo à exploração sexual, como complemento da renda familiar.

Medidas que visem identificar ou coibir tais ações, portanto, devem ser postas em prática. Nesse sentido, faz-se necessário que a família fique atenta aos sinais demonstrados pelas crianças, com a mudança de comportamento. Além disso, conselhos tutelares e profissionais de saúde atuantes nos municípios, com treinamento por psicólogos para identificarem prováveis casos de agressão. Sendo relevante ainda fiscalização por parte das polícias, dos locais de exploração sexual infantil. Dessa forma, atuando preventivamente, não ocorra ações instintivas, onde o homem seja lobo do homem, como posto por Hobbes.