O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 12/06/2017

Segundo o Ministério da Saúde, a pedofilia é um dos maiores problemas da saúde pública, atingindo, no Brasil, cerca de 20 crianças todos os dias. Ainda é um tema visto com estranheza pela sociedade e que cada vez mais precisa de atenção. A sua ocorrência é propiciada pela falta de informação da população e da remediação e fiscalização inadequados do malfeitor.

Para Itamar Gonçalves, coordenador da ONG “Childhood Brasil” é importante que as pessoas se indignem com os altos números de violência sexual contra crianças e jovens. Mas para que isso ocorra é preciso divulgação do problema nas escolas e mídias, o que não acontece com frequência. Hodiernamente, as pessoas não conhecem e não transmitem às crianças seus direitos, além de que o diálogo sobre a educação sexual desses indivíduos por parte dos pais e docentes quase não existe.

Somado a isso, há o problema do controle do tipo de malfeitor, existem pessoas que cometem esse crime simplesmente devido ao prazer e ao lucro, essas devem ser reclusas pela guarda civil para receberem a devida pena. Mas também há casos em que o agressor sofre de transtornos psicológicos, esse último se encaixa na teoria da perversão de Freud, e necessita de acompanhamento psiquiátrico. No Brasil, estão sendo tratados todos os casos como iguais, o que prejudica a eficiência da aplicação da justiça.

Faz-se imprescindível, portanto, medidas para o combate da pedofilia. O Ministério da Educação em consonância com o da Saúde poderiam fazer cartilhas educativas para distribuição nas escolas de forma a educar cada faixa etária em risco sobre os cuidados a serem tomados e os seus direitos. Assim como palestras poderiam instruir pais, professores e a sociedade como um todo a ouvirem e acolherem as crianças e jovens vítimas, e mostrarem a importância da denúncia. Por fim, a melhor instrução da polícia contribuiria para que a redução dos índices de pedofilia se tornem concretos e para que haja a prevenção de novos atos.