O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 12/06/2017
Todos os dias no país são atendidas nos hospitais pelo menos 20 crianças de até nove anos de idade de ambos os sexos após sofrerem violência sexual. Mas o número de crianças que são vítimas dessa violência deve ser maior pelo fato de que não são todas que dão entrada nos hospitais ou dão queixa na polícia. Definida como perversão sexual não aceita pela sociedade, a pedofilia se trata de um distúrbio psíquico no qual a criança é a vítima e na maioria, o pedófilo é uma pessoa próxima da família.
Em 60% dos casos, as crianças sofrem abusos por conhecidos pelos quais os pais não desconfiam e os 40% se divide entre os próprios pais ou padrastos e familiares. É importante lembrar que uma criança vítima de pedofilia desenvolve problemas emocionais que dificultam a vida escolar e a vida pessoal. Cria implicações psicológicas que resultam em depressão, predisposição para o uso de álcool e drogas e maiores chances de um futuro agressor.
Normalmente, quando a família descobre o abuso, este já está ocorrendo a muito tempo. Há casos em que a criança tem medo de relatar o ocorrido por causa das ameaças e chantagens recebidas. Segundo a polícia essa atitude é chamada por “síndrome do silêncio”, o que resulta em diversos abusos que não são investigados. Há também casos em que a criança sofre abusos do pai ou padrasto e relata á mãe, que as vezes não acredita que a pessoa seja capaz de tal crime e não o denuncia á polícia. E ainda há adolescentes que sofrem o abuso e engravidam.
Com tantos números de pedofilia no Brasil, medidas já foram tomadas. Mas o número de abusos continua. É preciso pensar em um monitoramento autorizado, para a internet e punições rigorosas precisam ser estabelecidas para os abusadores com a intenção de deixar claro a sociedade que o país está preocupado e que os criminosos não ficarão impunes. A violência, seja ela de qualquer maneira, deixa marcas profundas que são levadas para a vida inteira.