O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 13/06/2017

Sabe-se que a problemática social que abrange a pedofilia é algo há muito tempo discutido tanto por ONGs quanto pelo governo brasileiro que, recentemente, ampliou as punições para os praticantes de abuso sexual. Apesar das medidas tomadas até então para amenizar este problema, os índices de pedofilia continuam altos, sem contar os casos que não são denunciados e nem divulgados nas estatísticas, o que levanta a seguinte questão: Por que a pedofilia tende a persistir no Brasil ?

É de conhecimento geral que na grande maioria dos casos, o agressor é algum parente próximo ou conhecido da vítima, algo que facilita o abuso e dificulta seu descobrimento, visto que as vítimas não são apenas violentadas, como também ameaçadas por seus agressores para que haja a garantia de seu silêncio. Isto ocorre primordialmente devido a falta de atenção e orientação por parte dos pais, deixando a criança em um estado de vulnerabilidade.

Tanto esta negligência por parte dos pais quanto este silêncio das vítimas contribuem significativamente para que a pedofilia perdure no âmbito da sociedade brasileira. Além disso, pessoas que foram vítimas de abuso sexual na infância tendem a desenvolver transtornos psicológicos como a depressão e a catatonia e podem até mesmo se tornarem futuros agressores, demonstrando que a sociedade está em um círculo vicioso.

Portanto, diante de tudo o que foi explanado, torna-se necessária a implantação de medidas mais efetivas, não apenas direcionadas à punição dos agressores, mas também focadas na prevenção de abusos sexuais conscientizando a população através de ações como a parceria entre o MEC e o governo federal, para instituir em escolas públicas e particulares palestras mensais  destinadas aos pais ou responsáveis sobre a pedofilia e como ela ocorre, além da implantação de psicólogos capacitados principalmente em escolas públicas para ouvir e encorajar denúncias por parte das vítimas, e por fim a criação de mais sites de ajuda para tornar acessível o Conselho Tutelar.