O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 15/06/2017
À prática da Lei das Leis
A Revolução Francesa trouxe garantias inimagináveis ao Brasil. Nele, a Constituição de 1988 integrou os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Se seguidos corretamente, esses ideias garantiriam a ausência de problemas sociais, políticos e econômicos. Entretanto, com a aplicação falha da Carta Magna, os casos de pedofilia se configuram como um grave problema social. Dessa maneira, a exploração sexual e a falha no diálogo contribuem para a continuidade desse lamentável quadro.
Em primeiro plano, convém salientar que a exploração sexual de crianças e adolescentes está entre as causas do problema. Na Grécia Antiga, há relatos de que a prática de sexo com crianças era tida como normal. Contudo, percebe-se, hoje, que esse infeliz fato é considerado crime, sob pena de reclusão ou multa. Além disso, ao analisar os traumas deixados por esta prática hedionda, o jovem tem seu estado psicoemocional afetado, o que pode acarretar em conflitos que o acompanharão até a fase adulta. Logo, a exploração sexual – somada à fragilizada condição psicológica dos pequenos – representa uma atitude ilegal que deve ser combatida.
Em uma análise detalhada, cabe sinalizar a falha no diálogo e orientação às crianças pelas famílias e escolas como uma infeliz causa dessa vertente. Muitas vezes, os familiares sentem-se incapazes de orientar os filhos quanto ao assédio sexual: talvez por não terem conhecimento teórico sobre a temática ou por não saberem como dizer. As escolas, por sua vez, mesmo dispondo de certo conhecimento, não conseguem orientar as crianças, pois, na maioria dos âmbitos escolares, essa triste situação ainda é vista como “tabu” e “assunto proibido”, devido à preservação da “idade pura”. Assim, o despreparo desses setores compromete o combate a essa questão.
Fica evidente, portanto, que a pedofilia é preocupante e dificulta a plena aplicação da Lei Maior. À mídia, cabe realizar campanhas informativas e de combate à exploração de menores por meio de ficções engajadas. Às ONG’s, cabe promover campanhas de mobilização em redes sociais, em prol da denúncia de casos de abuso no Disque Cem. O Ministério da Saúde deve difundir psicólogos e assistentes sociais em lares familiares e escolas, a fim de orientá-los quanto à abertura de diálogo e, até mesmo, para atender crianças com traumas. Dessa forma, a Lei das Leis será cumprida a ponto de que os preceitos franceses sejam finalmente aplicados.