O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 16/06/2017

Quando o poeta Manoel de Barros diz “É preciso transver o mundo”, percebe-se a premência de um novo olhar ser dado às situações do cotidiano coletivo. Nesse sentido, surge o abuso sexual contra infantes no Brasil - que necessita passar a ser visto como um grande mal a ser resolvido. Isso porque o uso da realidade infantil por parte dos criminosos pode trazer quadros negativos às vítimas desse contexto.

De início, vê-se que os pedófilos utilizam a ingenuidade das crianças como forma de perdurar seus atos. Isso se dá em virtude de elas, além de não entenderem bem a situação, não saberem como agir frente às perversidades que estão sendo praticadas, porquanto são infantes e se encontram em fase de desenvolvimento de criticidade e de estratégias para se defender - seja denunciando, seja usando força física. Dessa forma, o objetivo dos infratores é facilmente alcançado através de pedidos e ameaças como “não conte para ninguém” ou “se manter segredo, lhe darei presentes”. Como efeito disso, o problema persiste em razão de ser detectado apenas após muito tempo de seu início.

Diante desse cenário, notam-se variadas consequências aos afetados por tal conjuntura. Conforme alega o filósofo Platão, um ponto pessoal realmente importante é o viver com qualidade de bem estar. Os indivíduos afetados pela problemática, contudo, diversas vezes apresentam aspectos de transtornos psicológicos. Isso se traduz, por exemplo, em traumas prejudiciais ao desenvolvimento sexual das crianças - visto que a intensa pressão mental propende a gerar medo do sexo. Sendo assim, projetando mitigar esse impasse, em seu sistema público, o Ministério da Saúde poderia sempre decretar urgência aos casos de pedofilia e oferecer tratamento com psicólogos de, no mínimo, oito meses. Essas ações são para garantir nenhum dano futuro aos pequenos.

Destarte, o combate desse contratempo brasileiro deve ser intensificado. Para tanto, atitudes apenas do Ministério da Saúde não bastam. Logo, cabe à mídia, através de propagandas e textos em revistas, aumentar a disseminação de maneiras para identificar sintomas de pedofilia em infantes, bem como divulgar as penalidades previstas por lei aos infratores dessas mesmas normas. A família, por sua vez, deverá ter uma postura de estar atenta aos possíveis indícios de seus filhos e de sempre procurar ter um relacionamento de confiança com sua prole - o que aumentaria o número de denúncias por par parte das crianças. Por fim, em cada estado, o governo poderia criar um alto número de delegacias especializadas nesse problema, fazendo os casos serem julgados com mais eficiência. Somente assim, após toda essa situação ser transvista como um notável obstáculo, alcançar-se-á seu fim.