O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 29/06/2017

​                                     O futuro é as crianças.

“As crianças são o futuro.” Esta frase, que já se tornou um clichê, guarda consigo uma verdade impressionante: a responsabilidade de definir o futuro da raça humana e do planeta está diretamente ligada no indivíduo em que a criança se tornará. Nesse contexto, o ambiente e suas vivências tornam-se determinantes para que a criança cresça de forma plena e salvaguarde o nosso futuro. Contudo, mesmo com essa importância inquestionável, as incríveis 7592 notificações, segundo o SINAN, de violência sexual em crianças de zero a nove anos, só em 2012, revelam que ao invés de limpar as manchas do passado para um futuro melhor, estamos manchando o futuro com as marcas da inocência. É inegável que a pedofilia é uma doença social e que é preciso ser feito algo.

Primeiramente, é importante frisar que os fundamentos psicológicos de uma vida adulta saudável são criados na infância e na adolescência. Neste contexto, as experiências infanto-juvenis são decisivas na formação de um indivíduo. Sendo a pedofilia um abuso sexual que ataca essa faixa etária, é evidente que se tenha como consequência transtornos psicológicos.

Além disso, o sistema de informação de agravos de notificação(SINAM) divulgou que 70% dos casos de violência sexual em crianças de até nove anos aconteceu dentro de casa. Esse fato demonstra a gravidade do assunto, uma vez que, sem dúvida, a casa deveria ser um símbolo de segurança e conforto para essas crianças.

Logo, de acordo com os fatos supracitados, o assunto é emergencial, uma vez que, tendo como palco principal nossas próprias casas, coloca a saúde mental de nossas crianças em risco. Nesse sentido, é preciso que a tríade estado, escola e mídia trabalhem de forma conjunta. O estado com leis rigorosas, como o castramento químico. As escolas incentivando as crianças a denunciarem. E a mídia, por sua vez, incentivando a fiscalização social. Somente assim garantiremos o futuro de nossas crianças.