O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 28/06/2017
A pedofilia, sem dúvida, é um caso de saúde pública.
No século passado, uma doença espalhou medo e terror pela Europa e Estados Unidos, chegando a ser considerada uma das mais temidas do século: a poliomielite. Esta doença, também chamada de paralisia infantil, ataca principalmente crianças, deformando-as e, muitas delas, alienando da vida social saudável. Hoje, já não nos preocupamos mais com ela por conta da vacina criada na década de 50, contudo, uma doença emerge e, com o poder de assumir o lugar da poliomielite, espalha o medo e terror por dentre os pais: a pedofilia. Apesar de ser uma doença social e não biológica, a pedofilia, sem dúvida, é um caso de saúde pública.
Primeiramente, é interessante observar que um indivíduo está em processo de formação até alcançar a idade adulta, que no Brasil é 18 anos. Ou seja, as experiências vividas nesta faixa etária são determinantes na formação de um indivíduo saudável. Sendo a pedofilia um abuso sexual, com ou sem penetração, que ataca justamente a faixa etária infantojuvenil, é evidente que diversos transtornos psicológicos são observados como consequência.
Além disso, essa doença, que já está em processo de metástase social, vitimizou 7592 crianças só em 2012, segundo sistema de informação de agravos de notificaçãos (SINAN). Demonstrando, com isso, que, com aproximadamente 630 notificações por mês, o caso é verdadeiramente alarmante.
Logo, como demonstrado nos fatos supracitados, a pedofilia é um caso alarmante que ameaça à saúde psicológica de milhares de crianças, sendo, portanto, um problema emergencial. Neste contexto, a tríade estado, escola e mídia devem trabalhar de forma conjunta. O estado com leis rigorosas, como o castramento químico. As escolas concientizando as crianças a denunciarem e a mídia, por sua vez, incentivando a fiscalização social. Somente assim aplicaremos uma vacina contra este mal e garantiremos um avanço na saúde pública.