O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 09/07/2017
O aumento de 200% nas denúncias acerca do tráfico e da exploração sexual infantil, no período da Copa do Mundo, impactou o país para uma problemática até então mascarada. Casos como esse colocam “em cheque” o “bom-selvagem” de Rosseau e abre possibilidades para refletir o lado pútrido do ser-humano como cidadão inserido em uma sociedade que falha em promover os direitos humanos na infância e é incapaz de manter a ordem social. Nesse contexto cabe discutir os principais vetores da problemática e analisar como proceder no auxílio aos reféns no âmbito de saúde pública.
A grande indagação que surge, então, é: a pobreza e o baixo índice de desenvolvimento são agravantes consideráveis? Em um primeiro olhar pode-se afirmar que sim, afinal regiões de maior miséria no país são os principais focos de organizações do mercado da prostituição infantil; um bom exemplo disso aconteceu em 2014 durante a Copa do Mundo, em que o fluxo de imigrações intensas e a insuficiência de atitudes públicas acarretaram a exploração de jovens desfavorecidos socioeconomicamente. Em síntese estes se viam obrigados a lucrar com o evento mundial a fim de sair do estado de pobreza.
Outro ponto importante é considerar a exploração sexual como um problema de saúde pública; isso significa que além de abusos físicos não se pode negar que a criança também sofre, paralelamente ,violência psicológica e, por isso, é necessário o atendimento psicoterapêutico, para que a vítima volte a realidade da infância. Conforme a intelectual Ana Olmos, as consequências do abuso sexual podem ser diversas e muito graves, exemplo: depressão, baixa auto-estima e déficit em habilidades sociais. Logo, a problemática não pode ser tratada apenas como um caso criminal a medida em que o bem estar do oprimido deve ser o objetivo final.
Por fim, entende-se que é necessário promover os direitos da infância. Então, a fim de reverter esse processo, torna-se pontual que o governo implemente um órgão de polícias especializadas na investigação sem denúncias de casos de exploração domiciliar e de mercado, para prevenir o caos como o ocorrido na Copa do Mundo. Além disso, é imprescindível que os hospitais públicos tenham psicólogos especializados para iniciar o tratamento psicológico da vítima. Com essas ações, acredita-se que será possível garantir o bem-estar em um sociedade corrompida pela imoralidade.