O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 02/07/2017
Dentro do contexto da Idade Média, era frequente os casamentos arranjados por interesses políticos e financeiros entre as famílias, dessa maneira, pretendentes muito jovens eram procurados, iniciando-se uma cultura de cobiça por essa faixa etária. Hodiernamente no Brasil, esse almejo tomou sentidos diferentes que levam ao assédio infantil, e embora exista políticas combativas ao crime, o número de casos aumentam significativamente.
Apesar do crime de pedofilia gerar até 30 anos de prisão, não parece amedrontar os autores. Em 2016, uma jovem de 16 anos foi violentada sexualmente por 30 homens e teve o momento gravado e exposto nas redes sociais em uma comunidade do Rio de Janeiro, no entanto, apenas 2 dos criminosos foram condenados. Por escassez de provas e defensores públicos para analisar as ocorrências, muitos agressores sentem-se impunes e o número de casos de assédio torna a aumentar.
Além disso, o silêncio ainda é um fator predominante. Muitas vítimas escolhem privar-se da ajuda por causa do medo, e em outros casos, sobretudo as mães, são dependentes financeiramente ou emocionalmente dos agressores, dificultando para os órgãos as investigações e o recolhimento das ligações.
Diante do contexto, o Ministério Público deve disponibilizar mais funcionários para intensificar as investigações, e juntamente com a Polícia Militar e as empresas digitais como Facebook e Twitter, criar meios de denúncia anônima as contas e perfis de criminosos. Somado a isso, pais e professores devem instruir e conscientizar as crianças acerca do assunto, para que elas saibam o básico e tenham a consciência de pedir ajuda. É delicado, mas que deve ser disseminada para que a questão seja amenizada.