O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 16/07/2017
No filme Preciosa: Uma História de Esperança, a personagem principal aos dezesseis anos possui dois filhos, frutos do estrupo sofrido pelo pai desde a infância. Dessa forma, ao analisar a sociedade brasileira percebe-se que a pedofilia, ou seja, a relação ou atração sexual de adultos para com crianças e adolescentes, não está presa somente em ficções. Assim, é necessário compreender como a negligência dos poderes públicos e a família contribuem para a problemática.
Em primeiro lugar é imprescindível destacar, que a falta de medidas governamentais acerca do assunto provocam a questão. Apesar, da criação de leis específicas no Estatuto da Criança e do Adolescente, os casos de violência sexual, na maioria das vezes, acontecem no próprio lar da vítima ou é cometido por amigos próximos dos pais ou responsáveis. Logo, pesquisa realizada pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) afirma que 80% dos abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes acontecem dentro da casa da própria vítima.
Além disso, nota-se, ainda que a família também influencia o problema. Segundo Zymunt Bauman, sociólogo polonês, a população no século XXI possui relações líquidas, pautadas no dinheiro e na busca por privilégios. Desse modo, eles incluídos neste contexto deixam de dialogar com os filhos e conhecer a vida social deles e, assim, acaba por provocar o isolamento da vítima provocando que ela entre passe por um período conturbado sozinha.
Fica evidente, portanto, que a carência de políticas públicas e diálogo familiar, devido ao enfraquecimento nos laços afetivos enaltecem os casos. Por isso, o Ministério da Educação deve criar projetos obrigatórios em escolas, ao enfatizar palestras com profissionais da saúde, com o objetivo de que crianças e jovem conheçam seu corpo e denuncie atos abusivos. Ademais, a família deve fiscalizar os filhos, ao dialogar e conhecer sua vida, com o propósito de protegê-los de possíveis ameaças.