O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 03/07/2017
Na Idade Média, houve um intenso combate à sodomia que, entre suas variações, incluía a prática sexual com crianças. Cerca de 1.500 anos depois, tal ato, mais conhecido como pedofilia, é uma realidade no Brasil que atinge milhares de jovens. Tal situação, portanto, deve ser revertida seja pela disseminação da informação, seja pela desnaturalização da erotização precoce.
Um dos maiores vetores da pedofilia é a falta de informação. Trazendo um grande tabu, assuntos envolvendo sexualidade nem sempre são abordados de forma esclarecedora. É esse desconhecimento do corpo que faz com que a criança não consiga identificar o próprio abuso, destarte, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) na maioria dos casos o desacato acontece dentro de casa. Logo, o processo de auto conhecimento se da como uma forma de prevenção.
Além dos fatores informacionais, a pedofilia tem como expoente a erotização precoce. A mídia coloca frequentemente crianças e adolescentes em situações de exposição do corpo o que faz com que muitos tenham tais cenários e seus agravantes, a exemplo da prostituição, como “naturais”. Tal circunstância leva à exploração de crianças pais a fora, prejudicando não só seu desenvolvimento físico, mas, principalmente, psicológico.
A pedofilia é, portanto, uma afronta ao desenvolvimento saudável de nossas crianças. Para combatê-la, o Ministério da Educação deve incluir no currículo escolar aulas de educação sexual a fim de promover o conhecimento do próprio corpo e fisiologia. A sociedade, no entanto, deve atuar como agente de proteção e amparo para que as vítimas tenham o suporte que necessitam no momento de fragilidade. Campanhas midiáticas também se fazem necessárias na divulgação dos meios de denúncia, como o Disque 100, possibilitando um atendimento mais qualificado e ampliado. Sob tal perspectiva, o combate ao abuso infantil será uma realidade e não mais utopia.