O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 07/07/2021

No código penal brasileiro, atos libidinosos com crianças são considerados crimes, sujeitos ao aumento de pena se ocorrerem lesões físicas. No entanto, medidas meramente legislativas são insuficientes para proteger a infância da juventude brasileira. De tal forma, o combate à pedofilia está relacionado com a educação recebida nas escolas, além do conteúdo midiático consumido.

Em primeiro plano, é imprescindível avaliar o papel das instituições de ensino na formação dos cidadãos. Como bem descreveu o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, a esfera pública, nesse caso a escola, não deve ser a continuação da esfera privada, como família. Essa lógica, é muito bem aplicada ao debate da pedofilia, pois a maioria dos abusos contra as crianças ocorrem dentro de casa, ou junto aos parentes. Logo, a existência de uma rede de formação, que vá além dos contatos primários da criança, é importante no reconhecimento dos abusos.

Em segunda análise, é válido destacar a influência da mídia na sociedade atual. Além de prover entretenimento, desenhos animados são formas lúdicas de apresentar o mundo às pessoas ainda na infância. Então, a animação Big Mouth, disponível no serviço de streaming da Netflix, é um bom exemplo de como introduzir discussões sobre o exercício da sexualidade e abusos com jovens. Dessa maneira, a diversidade de  veículos, possibilita um debate mais compreensivo.

Assim, o combate à pedofilia no Brasil deve ser realizado de diversas maneiras, dentre eles utilizando as escolas e a mídia para a conscientização. Para auxiliar nessa luta, a educação sexual deve ser inserida nas escolas, tratando de temas como consentimento, contando com a presença de pedagogos e psicólogos. Além disso, os temas devem ser adaptados para a faixa etária em questão, podendo utilizar ferramentas como animações, livros e cartilhas. Dessa maneira, as crianças estarão aptas a detectar e denunciar abusos, ao mesmo tempo que ocorre a formação de futuros adultos mais responsáveis.