O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 07/07/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo indivíduo o direito à segurança e ao bem-estar social. No entanto, quando se observa o combate a pedofilia no Brasil, hodiernamente, percebe-se que esse documento é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, seja pela falta de abordagem sobre esse assunto, principalmente entre esses menores, seja pelo tabu que ainda é presente acerca desse tema na sociedade.
Covém lembrar que é de extrema necessidade a educação sexual principalmente nas escolas, no qual as crianças tendem a criar consciência de quem pode ou não tocá-las, visto que, de acordo com os registros do Disque 100, foram registrados cerca de 17000 denúncias de violência sexual contra menores de idade. Sob essa ótica, Immanuel Kant, filósofo da era moderna, já havia dissertado que a educação é fundamental para a formação do indivíduo. Dessa maneira, percebe-se o quanto é importante conscientizar as crianças a denunciarem e procurarem ajuda.
Outrossim, destaca-se o fato de que esse tema ainda é tratado como um tabu, tendo em vista, o medo que muitas crianças têm em denunciar e serem julgadas, como aconteceu com uma menina de 10 anos do Espirito Santo, que engravidou após ser estuprada pelo seu tio entre os seis aos dez anos de idade, contudo, a menor não recebeu o apoio de toda sociedade, já que grupos religiosos protestaram contra o aborto que a garota iria realizar. Seguindo essa linha de pensamento, percebe-se o quanto esse assunto ainda gera julgamentos, até em casos extremos.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Ministério da Educação juntamente com as escolas devem abordar a educação sexual com mais clareza, por meio de palestras, cartazes e aulas. Resultando assim em crianças com mais conhecimento sobre o seu próprio corpo e de quem pode ou não tocá-las. Além disso, a sociedade deve deixar de tratar o tema como um tabu, mostrando apoio e solidariedade para que as crianças se sintam seguras em denunciar.