O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 09/07/2021
No livro “Amor nos Tempos do Cólera” de Gabriel Garcia Márquez, Florentino Arisa, um homem com mais de 70 anos, se relaciona com uma jovem estudante de 12 anos, e acabam tendo um relacionamento trágico. Apesar de ser uma obra fictícia, muitas crianças e adolescentes, no Brasil, vivenciam essa triste realidade. Assim, é preciso que o Estado, a mídia e a família ajudem e protejam os menores da pedofilia e de todo tipo de abuso.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do Estado e da família assegurar o direito à vida e à segurança dos jovens. Contudo, na maioria das vezes, é dentro do âmbito familiar que a violência sexual acontece, sendo os homens, pais, tios ou amigos do dos familiares os supostos agressores, abusando fisicamente e psicologicamente dos menores. Segundo Ministério da Saúde, entre os anos de 2011 a 2017 houve um aumento de 83% no número de denúncias de violências sexuais contra crianças e adolescentes, e grande parte ocorreu dentro do convívio familiar.
Outrossim, a mídia acaba erotizando os menores, com músicas de cunho sexual com a imagem de crianças e incluindo-as em conteúdos adultos, por exemplo, e isso faz elas serem expostas, chamando a atenção de pedófilos. Já que, na rede, é possível encontrar vídeos de cunho sexual com crianças e muitos abusadores, em aplicativo de relacionamentos ou em salas de bate-papo on-line, tentando interagir com elas, intensificando os ataques. Pois, os casos de pedofilia virtual subiram 190% nos meses de distanciamento no ano de 2020 durante a pandemia do COVID-19 de acordo com a ONG Safenet Brasil.
Portanto, são urgentes medidas para resguardar as crianças e adolescentes de qualquer tipo de abuso e violência sexual. Para isso, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve, através da mídia promover campanhas sócioeducativas, com médicos e juízes, explicando os problemas causados fisicamente psicologicamente aos menores e como denunciar e procurar assistência, ademais o Ministério Público deve intensificar as operações de combate à pedofilia e pornografia infantil. Deste modo, será possível que todas as crianças e adolescentes sejam protegidos e tenha uma infância saudável.