O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 07/07/2021

O filme ‘‘Megan is missing’’ aborda um caso em que duas adolescentes de 14 anos foram vítimas de violência sexual, e, posteriormente mortas por um homem adulto que apresentava-se como um adolescente para as meninas na internet. Infelizmente, de acordo com notícias do portal da Rede Globo, casos de pedofilia no Brasil são frequentes e dados confirmam o aumento nesta última década. Tal decorrência se dá por dois fatores: a utilização descontrolada de redes sociais por crianças sem  vigilância necessária e à falta de educação sexual nas casas e escolas para orientar o público infantil.

Em primeira análise, desde o início da pandemia do Covid-19 no Brasil, houve um aumento de denúncias à respeito da pedofilia no país, no qual os agressores aproveitam que muitos jovens passam mais tempo online do que o de costume, decorrentes do cenário pandêmico e da fácil acessibilidade de aparelhos eletrônicos por todos. Devido a essa facilidade, crianças conseguem acessar qualquer tipo de conteúdo, ter contato com desconhecidos que circulam pela internet e que indiretamente podem fazer parte de um ciclo da pornografia infantil. A fim de desenvolver  um ambiente online mais seguro, a União Internacional de Telecomunicações criou um guia com conteúdos ideais para cada idade, dispensando uma fiscalização mais rigorosa pelos responsáveis e gera um ‘‘alívio’’ para os mesmos.

Ademais, grande parte dos casos de assédio e abuso sexual não são denunciados devido à falta de informação. Essas circunstâncias incidem em sua maioria nos grupos compostos por crianças e adolescentes -grande parte em meninas-, que desconhecem situações abusivas. De acordo com o art. 2 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o artigo afirma que a educação é dever da família e do Estado. Contudo, nos âmbitos familiares e escolares, há uma aversão à inclusão da educação sexual para crianças, já que grande parte dos responsáveis e profissionais da área da educação desconhecem as razões e a extrema importância ao acesso à essa categoria de informação, que tem o intuito de prevenir, alertar, incentivar denúncias e evitar situações futuras que possam gerar traumas.

Portanto, para combater os casos de pedofilia no Brasil, deve haver a implementação de educação sexual no cotidiano por meio de palestras em escolas com didáticas diferentes para facilitar a compreensão da temática para todas as faixas etárias,  a realização de projetos e campanhas em canais de cunho jornalístico e informativo que para alertar aos perigos da falta de informação com o auxílio de especialistas para observar diferenças no comportamento. Contudo, a realização desses projetos devem ser executadas pelo Estado e autoridades de defesa das crianças, como o Conselho Tutelar, visando alertar  as crianças e os pais sobre os riscos e consequências da prática desses crimes com o propósito de diminuir drasticamente os abusos sexuais no país.