O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 13/07/2021
O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que é dever do Estado, da sociedade e da família resguardar as crianças e os adolescentes contra qualquer forma de exploração, abuso ou violência. No entanto, a pedofilia ainda é uma triste realidade no Brasil. Esse cenário nefasto ocorre em razão da vulnerabilidade infantil que reverbera-se na ausência de educação sexual e digital. Desse modo, a atuação cooperativa da Escola e da Família age como mecanismo no combate à pedofilia no Brasil.
A princípio, com o advento da Terceira Revolução Industrial, o mundo passou a ser globalizado, diante do avanço tecnológico dos meios de comunicação. No entanto, no limiar do século XXI, a preocupação com o uso da internet somado a fragilidade infantil, a preocupação com o uso da internet se tornou evidente, em virtude dos perigos que foram facilitados por essa tecnologia, tais problemas como crimes de pedofilia que contornam a internet. Nesse sentido, a falta de educação sexual, bem como a digital permite maior vulnerabilidade do público infantil. Essa dinâmica é legado de um tabu socioculturalmente histórico na sociedade brasileira, em que nos dias atuais educação sexual ainda é um problema para pais e educadores. Desse modo, permite a persistência de crianças e jovens não críticos e sem conhecimento para compreender e denunciar tal crime. Portanto, entende-se a importância da educação sexual, pois, ao entenderem o funcionamento da sexualidade, esses indivíduos passam a adquirir maior autonomia crítica, rompendo a vulnerabilidade.
Nesse contexto, observa-se que a sociedade ainda se mantém como expectadora diante da situação,provocando, portanto, a inércia social, agindo como impulsionador do problema. Segundo a Constituição Federal de 1988, garante que é dever da família,da sociedade e do Estado,sustentar a segurança e qualidade de vida da criança e do adolescente. Entretanto, a pedofilia no Brasil ainda é um grande problema enfrentado pela população. De acordo com o Ministério da Saúde, por dia, aproximadamente 20 crianças dão entrada em sistemas de saúde, vítimas de violência sexual. Desse modo, a cooperação entre Escola e a família é imprescindível, para a proteção e combate a pedofilia.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor e mais seguro. Nesse viés, o Ministério da Educação deve romper com os parâmetros tradicionais e promover acessibilidade e abertura para o debate em conjunto com a família sobre educação sexual adequado à idade, bem como educação digital, na escola e nos lares familiar. A fim de promover conhecimento sobre o tema e saber como agir, denunciando e auxiliando no combate à pedofilia. Além disso, a família deve exercer seu papel de fiscalizar e auxiliar na efetivação da promoção da educação. Assim, será possível garantir plenitude às crianças e mitigar esse crime.