O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 07/07/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante a todo indivíduo o direito a segurança e ao bem-estar social. No entanto, quando se observa o combate à pedofilia no Brasil, constata-se que o documento fica, infelizmente, apenas na teoria. Essa problemática decorre devido ao descompasso da educação e ao descuido expositivo à internet.
Em primeira análise, em Versos Íntimos do poeta Augusto dos Anjos, ele cita que “a mão que afaga é a mesma que apedreja”, evidenciando que o mal pode estar disfarçado do bem. À vista disso, uma criança ou adolescente que não é orientada sobre o certo e errado na sua educação ou que não tem referências de como deve ser tratada e que ninguém pode mexer com ela e, principalmente, com sua intimidade, pode, facilmente, deixar qualquer pessoa, conhecida ou não, disfarçar sua má intenção com atitudes falsas de bondade, já que como alerta o poeta, a mão que dá carinho é a que pode fazer o mal. Logo, o ato de violência é consumado, muitas vezes, perto da presença dos pais sem que eles percebam, e a vítima ressentida, dado que sofreu transgressão da sua liberdade e violação da sua intimidade, se cala e não sabe como reagir – algo cada vez mais preocupante.
Sob essa perspectiva, dar livre acesso à internet às crianças pode ser uma ferramenta muito perigosa, em razão de deixa-la mais suscetível a pessoas mal intencionadas que tomam conhecimento do lugar onde moram, do que fazem e de quais lugares frequentam. Nesse sentido, o TikTok, hoje, se tornou a plataforma com maior caráter subversivo, dado que devido a sua inocência, jovens estão mandando fotos de determinada parte do corpo em troca de Pix. Desse modo, tal vigilância necessária dos pais, quando não realizada, pode consumar em consequências ainda mais graves de violência, como a pedofilia.
Portanto, urge que o Ministério da Saúde, juntamente a psicólogos e pedagogos, invista em propostas sobre educação acerca da sexualidade, por meio de palestras e cursos instrucionais, em que seja viabilizado aos pais de jovens, a melhor forma de ensina-los e orienta-los dentro de casa, evidenciando a importância de preservar sua intimidade sem deixar que ninguém a viole. Dessa forma, será garantida, como afirma a Constituição Cidadã, o direito a segurança e bem-estar dessas crianças e adolescentes.