O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 08/07/2021
“Vai, rebola pro pai, vai, novinha, vai”, esse trecho da canção “Ela é do Tipo”, do cantor carioca Kevin O’Chris, deixa exlícita a sexualização de crianças e adolescentes no Brasil, pela utilização frequente de nomes que objetificam o adolescente - como “novinha”. A esse respeito, músicas como essa podem endossar a pedofilia, que, por sua vez, deve ser combatida urgentemente. Nesse sentido, a luta contra o abuso sexual infantil deve priorizar duas condutas: alertar os responsáveis sobre a possibilidade de violência contra seus dependentes e, também, ensinar os jovens por meio da educação sexual.
Em primeiro plano, é necessário alertar a família sobre os cuidados necessários para proteger seus dependentes do abuso sexual e, caso não haja familiar, o governo deve amparar esses jovens. A esse respeito, “O Corcunda de Notre-Dame”- livro de Victor Hugo, excelso dramaturgo e escritor francês-, aborda a questão do assédio infantil com a personagem Esmeralda, menina sem parentes ou apoio do governo. Nesse contexto, Hugo simboliza a proteção por meio da imagem do Quasímodo- única figura que oferece segurança à jovem. Fora da ficção, está claro que uma presença protetiva- semelhante ao Quasímodo-, que pode ser a família ou o Estado, se faz essencial ao menor de idade brasileiro, com a finalidade de combater e prevenir essa prática tão nefasta e absurda: a pedofilia.
Sob outra análise, mais uma conduta necessária é a instrução das crianças e jovens por meio da educação sexual nas escolas. Nesse viés, Marie Curie, expoente da ciência mundial e ganhadora de dois prêmios Nobel, disse a respeito da educação: “Na vida não há o que temer, apenas o que compreender. Agora é hora de compreender mais para temer menos”. Sob tal ótica, é indispensável a instrução dos jovens sobre os possíveis atos que possam configurar um abuso sexual, para que o grupo infantojuvenil possa compreender- como disse Curie- seus direitos e identificar uma situação de possível assédio. Nesse contexto, enquanto a educação sexual nas escolas não for prioridade no Brasil, o país enfrentará uma das mais graves aberrações para uma sociedade: o abuso sexual infantil.
Depreende-se, portanto, que o combate à pedofilia é improrrogável e carece de medidas urgentes. Logo, o Ministério das Comunicações- no exercício de sua função informativa- deve alertar as famílias sobre atitudes essenciais para prevenir o abuso sexual infantil, por meio de comerciais televisivos que avisem sobre medidas de acautelamento, com a finalidade de proteger os jovens dessa ameaça. Ademais, para os menores de idade que não possuam família, cabe ao Ministério da Educação- no exercício de seu poder administrativo do ensino-, em conjunto com casas de apoio, deve instruir todas as crianças nas escolas e orfanatos, por meio da educação sexual, com o fito de prevenir os abusos. Assim, ter-se-ão medidas que protejam os jovens do assédio, explícito na música supracitada.