O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 08/07/2021
A Organização Mundial da Saúde define a pedofilia como um transtorno psicológico, onde um indivíduo doente sente atração sexual por crianças. Apesar de resultar no abuso sexual em menores de idade, o acontecimento ainda é um tabu na sociedade, que por não reconhecê-lo como errado não toma medidas para seu combate. Outro fato é que diariamente a imagem de crianças também é erotizada e vendida como objeto na mídia, normatilizando a situação. Tendo em vista o ocorrido, é complicada a resolução do problema, já que muitos não tem o entendimento sobre o que é e como denunciar, além da falta de proteção com as vítimas, que são negligenciadas de atenção por parte de autoridades e até mesmo precocemente sexualizadas na internet.
Em um primeiro aspecto, é preciso que se entenda que as crianças muitas vezes não sabem os limites de toque que alguém tem sobre seu corpo. A partir do momento que elas entenderem que são donas do seus corpos e que devem contar para alguém de confiança, os índices de abuso serão cada vez menores. De acordo com dados do Ministério da Saúde, diariamente são atendidos 20 meninos e meninas entre 0 a 9 anos. Esses muitas vezes sofrem abuso por parte de algum familiar e ficam receosos em contar, por não saber se é normal e permitido que o façam. A educação sexual resolveria esse processo, ensinando aos “pequenos” nas escolas que devem sempre compartilhar algo que acharem inusitado com seu responsável de confiança.
Sob outra ótica, a sociedade tem como natural esse problema, sendo incentivada pela mídia que vende a imagem erotizada do menor de idade como propaganda e atração. Uma exemplificação dessa problemática foi o filme Francês “Lindinhas”, que a partir de denuncias por erotização infantil, foi censurado em alguns países. Outro aspecto que precisa ser posto em debate é o da vulnerabilidade em que várias crianças se encontram. Muitas ao serem abandonadas nas ruas não são rapidamente acolhidas por órgãos do governo em orfanatos, e ficam à mercê de serem violentadas. Existindo uma maior fiscalização por parte das autoridades locais, muitos desses casos serão evitados.
Fica claro, portanto, que quando a pedofilia excede sua condição de transtorno mental e passa a violentar indivíduos menores de idades se torna crime, e precisa ser combatida o mais rápido possível.
Primeiramente, é preciso que o Ministério da Educação cobre das escolas o debate acerca do tema com seus alunos, através de aulas que expliquem os limites do aceitável e também as incentivem a denunciar em casos graves. Por outro lado, é preciso que o governo se alie com a mídia e só permita a divulgação de conteúdos que não envolvam a erotização de menores, para que não se incentive a prática libidinosa. Com isso, o combate a pedofilia será feito, e não existirão mais vítimas nesse tema. quesito.