O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 09/07/2021
Na novela “O outro lado do paraíso”, a personagem Laura não consegue se relacionar amorosamente quando adulta por sequelas de abusos que sofria do seu padrasto ainda na infância. Paralelamente ao caso retratado pelo teledrama da rede Globo, crianças sofrem, diariamente, abusos sexuais no Brasil. Faz-se, assim, necessária uma análise dos facilitadores e também das consequências da pedofilia à vítima, afim de propor medidas que combatam tal problemática.
Em uma primeira análise, é válido afirmar que a falta de informações dadas às crianças é um fator que abre portas aos abusos. Ao não saber quais atitudes indicam um abuso, os pequenos podem achar que aquilo que está acontecendo é normal e terem medo de denunciar à familia ou à escola. Dessa forma, até um simples cartaz informativo ou uma aula pode evitar que tais eventos ocorram. Assim, a educação sobre o tema tem um papel libertador, como dito pelo educador Paulo Freire, na vida da criança.
Olhando por outro ponto, é importante dizer que um trauma decorrente de um ato de pedofilia marca a vida do menor para sempre. Uma vez que, em 2020, no Brasil, a cada 36 minutos uma criança foi abusada, cerca de 14 mil vidas foram eternamente marcadas neste ano. Com isso, cada um desses indivíduos tem mais chances de desenvolver problemas como dificuldade de se relacionar, tanto no ambiente social quanto amorosamente, além de ansiedade, síndrome do pânico e depressão. Podendo, assim, perder várias oportunidades de desenvolvimento pessoal por ter que lidar com todas essas barreiras.
Diante disso, cabe ao Ministério da Educação implantar, na grade de educação escolar básica, aulas de educação sexual principalmente nas séries iniciais. Para que, através de atividades lúdicas que apontem o que deve ser observado para identificar um caso de abuso, as crianças se sintam amparadas e estejam familiarizadas com os canais de denúncia. Por conseguinte, essa medida ajuda a diminuir o número de “Lauras” no país.