O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 28/07/2021
A obra “Pedofilia”, de Alessandra Cunha — artista mineira —, denuncia a prática sexual com crianças, situação, infelizmente, presente no Brasil. No entanto, segundo a Revista Veja, a obra foi retirada da exposição artística acontecida em Porto Alegre, uma vez que a sociedade não aceitou a apresentação de uma pintura que explicita o tema supracitado. Tal fato mostra, por conseguinte, a escassez do combate à pedofilia no país, já que a própria população não aprova o debate sobre o tópico em questão. Desse modo, faz-se necessário discutir sobre o estigma relacionado à pedofilia, bem como a prática pedófila na sociedade brasileira, a fim de que a situação seja combatida de forma eficiente.
Nessa perspectiva, é importante entender que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pedofilia é considerada uma doença. Assim, é possível perceber que existe um estigma associado a essa patologia, visto que os indivíduos, além de desconhecerem essa condição, associam-na, na maioria das vezes, ao contato sexual com menores. Nesse contexto, Sérgio Arouca, médico e sanitarista brasileiro, traz a ideia de medicina preventiva, de maneira que se torna imprescindível combater a causa do problema antes que esse provoque um maior impacto. Por isso, é importante tratar a pedofilia como condição patológica, de forma que o efeito dela na sociedade seja minimizado.
Ademais, é relevante, também, argumentar sobre os atos pedófilos no Brasil, pois, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), o disque 100 — número nacional para denúncias de violação aos Direitos Humanos — registrou cerca de dezessete mil queixas contra a violência sexual para com crianças e adolescentes. Tal dado demonstra a urgente necessidade de combater esse crime, uma vez que, como percebido, a incidência dele nessa faixa etária é preocupante para a população, bem como para a integridade e a segurança dos moços brasileiros.
Portanto, para combater a pedofilia, é crucial que o Ministério da Saúde crie centros de ajuda, locais que devem ser bem equipados com psicólogos e psiquiatras, às pessoas que possuam tal condição. Então, por meio de investimentos e fiscalizações a esses centros, será possível diminuir a quantidade de abusos sexuais às crianças. Além disso, o mesmo agente deve, em parceria com o MMFDH, oferecer apoio às vítimas dessa violência. Assim, a sociedade estará tratando dos menores, os quais poderão se recuperar da crueldade sofrida.