O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 15/08/2017

De acordo com o Ministério da Saúde cada dia, pelo menos vinte crianças de zero a nove anos de idade são atendidas nos hospitais que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) no país, após terem sido vítimas de violência sexual, fato que se revela alarmante. É importante ressaltar que os agressores são, na maioria das vezes, conhecidos pelas vítimas, amigos próximos da família ou até mesmo parentes. Posto que essa é uma realidade que afeta crianças de todas as classes sociais, faz-se necessário o engajamento da sociedade brasileira como um todo, a fim de que esse quadro seja revertido.

A popularização das redes sociais, e o consequente acesso à rede cada vez mais cedo pelas crianças, facilita a ação de predadores sexuais nesse ambiente. Os pedófilos abordam as vítimas, as quais se encontram vulneráveis, no Facebook ou em bate-papos, por exemplo, e abusam da ingenuidade dessas. O presidente do Brasil Michel Temer sancionou uma lei, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para prever a infiltração de agentes de polícia na internet com o intuito de investigar crimes de pedofilia, fato que evidencia avanço no que diz respeito ao assunto. Além da esfera governamental, é indispensável que a família fiscalize a utilização dessas mídias pelas crianças para que o mau possa ser combatido de maneira eficaz a fim de inviabilizar a ação de pedófilos.

Aliado a isso, está a necessidade de observação do comportamento das crianças tanto em casa quanto na escola, sendo assim, fica evidente a relevância da participação da comunidade escolar como um todo. Dado que vítimas de pedofilia tendem a alterar o comportamento, é possível constatar a mudança de diversas maneiras, dentre as quais estão a queda no desempenho escolar, extrema agressividade, dificuldade de concentração e relacionamento. Dentro desse contexto, é válido salientar que a atuação do conselho tutelar nas escolas é muito limitado e não abrange a questão exposta. Nesse viés, depreende-se que é imperativa a participação de toda a população quanto ao apoio e supervisão da vida das crianças.

Por tudo isso, é necessário que haja um esforço coletivo para mitigar o problema exposto. Para tanto, é importante que as instituições de ensino promovam palestras ministradas por psicólogos para a comunidade escolar com o intuito de auxiliar os pais no acompanhamento de seus filhos para protegê-los de predadores sexuais, tanto no âmbito virtual quanto social. Além disso, é importante que o governo, em sua esfera municipal, implante nas escolas um programa de acompanhamento próximo aos alunos com membros do conselho tutelar com o objetivo de identificar possíveis vítimas de abuso e auxiliá-las da melhor forma possível.