O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 16/07/2017

É cotidiano na vida do brasileiro se deparar com casos cada vez mais execráveis que relatam abusos, de natureza sexual, envolvendo crianças e adolescentes.  Isso espelha, diretamente, uma cultura de objetificação do ser humano, em especial da figura feminina, incentivando toda sorte de abusos, sobretudo, quanto aos indefesos, em razão da pouca idade e da proximidade com os agentes criminosos. Tais fatos dificultam o enfrentamento a essa prática criminal  e geram reflexos negativos na sociedade.         É válido ressaltar que os algozes, normalmente,  fazem parte do círculo social da criança ou adolescente, capturam sua confiança estabelecendo um relacionamento, muitas vezes com o fornecimento de presentes. Desse modo, após estabelecido o vínculo, abusam deles.  Vínculo normalmente estabelecido com o aval dos pais, o que dificulta a denúncia, haja visto o “desentendimento” da figura do algoz e do aval dos pais, obstaculizando o crime. Motivo, também, pelo qual os crimes são praticados ao longo dos anos, vendo-se reflexos  perenes na vítima e na sociedade.

Destarte, a prática da pedofilia se aflora nos lares brasileiros, contudo,  surge no inconsciente coletivo. Portanto, existe vigente necessidade de políticas de incentivo quanto ao combate à objetificação do ser humano para que os reflexos não sejam vistos no meio social, o que também favoreceria um elo entre a sociedade e o governo quanto à   redução desse tipo criminal.

Por outro lado, medidas governamentais como o “disque 100” e delegacias especializadas surtam  pequenos efeitos, mas precisam de incentivo.  Outra carência é a de maior atenção nas políticas governamentais que envolvam pais, crianças e adolescentes.

De modo exposto, vemos que a problemática instalou-se no Brasil de modo endêmico, entretanto, solucionável. É necessário imediato investimento governamental em peças midiáticas, que tratem da criação de uma nova cultura que valorize o ser humano e não o seu corpo. Outro ponto seria na edição de leis mais duras, com agravantes nos crimes de pedofilia quando praticados por pessoa do circulo social da criança ou do adolescente. É mister, também, adequação à grade comum curricular, com horas destinadas ao tema " abuso infantil" e correlatos com a participação dos pais. Com medidas como essas a obscuridade de tais crimes viriam à luz, os criminosos seriam punidos, a sociedade se tornaria mais consciente e o mundo um lugar melhor.