O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 20/07/2017

Como dizia Jean-Paul Sartre, a violência em qualquer uma de suas formas, é sempre uma derrota. Os casos de pedofilia (violência sexual contra crianças e adolescentes) presenciados no Brasil se tornaram polêmica entre as mídias sociais, tendo em vista que suas vítimas são em maioria, indefesas. Deve-se entender que essa realidade continua a persistir, seja pela ausência de políticas públicas, seja pela falta de educação sexual dentro das famílias.

Para Aristóteles, a política deveria ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga pode-se perceber que os recentes relatos de abuso infantil rompem com essa harmonia. Além disso, em pesquisa realizada, o número de casos relatados chegam a 87 por dia, todavia especialistas argumentam que o número poderia ser bem maior, devido a arbitrariedade da sociedade ao calar-se sobre o problema.

Outrossim, a falta de educação sexual dos pais para com seus filhos mostra-se um grande obstáculo à atenuação da situação, pois quando eles não sabem reconhecer um abuso e não têm conhecimento sobre seu corpo, tornam-se facilmente manipuláveis. Sendo assim, a maior problemática está em conseguir identificar a violação das vítimas. Como dizia Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para se mudar o mundo.

Em suma, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Ministério da Educação em consonância com emissoras televisivas deve criar propagandas durante o horário nobre, mostrando a importância do diálogo aberto sobre sexualidade. Escolas também devem realizar aulas especiais que visem educar crianças e adolescentes sobre conhecimento do próprio corpo e seus direitos. Como também, o poder legislativo deve criar leis mais severas quanto à punição de agressores que cometem atos de pedofilia, que visem não somente punir, mas também reeducá-los e reinseri-los na sociedade.