O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 11/09/2017
A cada ano que passa, o número de registro de crianças e adolescentes que são abusados ou que recebem algum tipo de violação, cai gradativamente, fator positivo, porém preocupante. O número de jovens que são submetidos a esse pesadelo é alto. No ano de 2011 foram registrados 82.139 denúncias de violência, em 2016 houve uma queda para 76.171 casos registrados. Pesquisas apontam que 35% das pessoas violadas têm menos de sete anos, 60% entre sete e treze anos e 5% acima de treze anos e com deficiência.
Situações de abuso, violação e assédio sexual são problemas sociais e deveriam ser tratados abertamente como qualquer outro problema social, mas infelizmente este assunto é um grande tabu. Dentro do abuso sexual existem quatro categorias : pedofilia, estupro, assédio sexual e exploração sexual profissional. A pedofilia é considerada um transtorno parafílico, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças. O estupro é definido por forçar alguém a praticar sexo sem o seu consentimento, estando a pessoa consciente ou não, mediante violência ou grave ameaça. Já o assédio sexual inclui uma aproximação sexual não-bem vinda, uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física ou verbal de natureza sexual e a exploração sexual ocorre quando há algum tipo de envolvimento sexual (ou intimidade) entre uma pessoa que presta algum serviço (de confiança e com algum poder) e um indivíduo que procurou a sua ajuda profissional.
Em alguns países além da prisão existem algumas punições para esse tipo de crime como a castração química. O método consiste em uma forma temporária de privar o paciente de impulsos sexuais com uso de medicamentos hormonais, diminuindo drasticamente o desejo sexual e até a ereção.
Nas escolas a educação sexual é um tema abordado em algumas disciplinas, mas os pais tem papel fundamental na conscientização de seus filhos para evitar futuros transtornos. Com a adaptação e a evolução dos meios de comunicação, a informação está mais acessível ignorando a desculpa que os filhos não têm a idade necessária para conversar sobre o mesmo. Falar sobre educação sexual não abrange apenas preservativos, gravidez e doenças, engloba também a forma que o individuo é tratado, se há respeito ou está anômalo qualquer forma de tratamento. No caso de qualquer anomalia o jovem deve estar ciente que existem delegacias da criança e do adolescente e as denúncias podem ser anônimas.