O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 03/08/2017

No limiar do século XXI, o índice de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil é alarmante. O agressor tem como objetivo abusar a vítima, e aproveitar da fragilidade da criança, através da internet, para incentivar à pratica ao sexo. A vítima ao ser violentada sexualmente leva consigo traumas que ocasionam a um problema de saúde pública.

É relevante abordar, primeiramente, que o avanço da tecnologia incentivou crianças e adolescentes a ter mais acesso a salas de bate papo e redes sociais, porém a internet é usada como mecanismo dos agressores para formar um vínculo com a vítima, tendo acesso a  vida íntima da criança e assim promover encontros casuais. Em detrimento dessa questão cientistas desenvolveram software para identificar pedófilos na internet, o programa é capaz de analisar o conteúdo de bate-papos com base no uso frequente de linguagem sexualmente explícita. No entanto, a maioria dos casos denunciados, a violência sexual acontece dentro de casa, isso mostra que o agressor foi amigo ou conhecido da família da vítima.

Em decorrência disso, a cada dia 20 crianças de 0 à 9 anos de idade são atendidas nos hospitais que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) no país, após terem sido vítimas de abuso sexual, de acordo com o Ministério da Saúde. Visto que a vítima após ser violentada está vulnerável a danos prejudiciais a saúde como a presença de doenças sexualmente transmissíveis, depressão, dores pélvicas e gravidez indesejável. É importante o papel do profissional de saúde para acolher a vítima, ajudando a quebrar o silêncio e o medo de denunciar o pedófilo e cuidar da saúde genital da criança. Além disso, o psicólogo deve auxiliar a criança a um tratamento para superar traumas e medos, pois muitas crianças que foram violentadas sexualmente na infância escolheram o caminho da prostituição em meio à vulnerabilidade.

Torna-se evidente, portanto, que esse entrave social deve-se à de falta de diálogo e acompanhamento da criança, principalmente, nas redes sociais. Dessa forma, deverá haver uma parceria entre família e escola para a educação contra o abuso. Para isso, o Ministério da Educação deverá promover nas escolas palestras ministradas por professores e psicólogos relatando sobre a pedofilia e orientando os alunos como se prevenir dessas violações, identificando a mudança de comportamento das crianças e suas causas. É imprescindível, também, utilizar a própria mídia para alertar sobre a pedofilia  e incentivar a denunciar atos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, na perspectiva de garantir a promoção dos direitos humanos.