O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 16/08/2017

Pedofilia: da Grecia até Jorge Amado

Relacionamentos sexuais com crianças são sabidos desde a Grécia Antiga. Embora houve uma diminuição da pedofilia com a criação de leis contra as práticas de aliciamento de menores, o problema ainda persiste até hoje. A pedofilia advém do fácil acesso às crianças por parte dos assediadores, que, em geral, são amigos próximos dos pais, e o problema também é oriundo do mau uso das redes sociais pelos filhos.

Mormente, segundo o Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa(DHPP), 60% dos casos de pedofilia são garotas entre 7 e 13 anos. Na medida em que isso ocorre, a preocupação dos pais quanto aos seus filhos deveria aumentar, de forma a vigiar mais o grupo de risco, entre 7 e 13 anos, o que não ocorre. Dessa forma, nota-se uma ausência familiar fruto de heranças históricas que mostra-se persistente até os dias atuais.

Outrossim, segundo a pesquisa feita pela Polia Federal, 76% dos pedófilos, no mundo, estão no Brasil. Ademais, esse alarmante número se relaciona com o uso irresponsável das redes sócias pelos filhos, sem o devido acompanhamento dos pais. Assim, o que deveria ser uma ferramenta de divertimento e desenvolvimento social, torna-se uma poderosa arma aliada ao crime de pedofilia.

Torna-se imperativo que o Governo faça campanhas, direcionadas aos pais, sobre o uso indevido de redes sociais pelas crianças. Paralelamente, a mídia poderia colocar ‘‘outdoors’’ conscientizando os pais, por meio de investimentos provenientes do Estatuto da Criança e do adolescente. Por fim, as escolas poderiam passar a ensinar a disciplina de sociologia desde as suas series iniciais do ensino fundamental, para que, em 10 anos, possamos atenuar essa realidade que persiste desde a Grécia Antiga e escrita também pelo autor Jorge Amado em ‘‘Capitães de Areia’’.