O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 22/08/2017
Em 2017, o presidente Temer sancionou a lei que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) admitindo a infiltração de policiais na internet a fim de investigar crimes contra a dignidade sexual de criança e adolescente. Tal lei é um avanço contra um crime que, em 10 anos, os casos cresceram 150%.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 20% das mulheres de todo o mundo sofrerão algum abuso sexual. E uma parcela pequena chegará às autoridades. Isso porque existe o pacto do silêncio, que, por medo, as vítimas não se sentem seguros para denunciar. Em meninos, esse pacto chega a ser maior, por causa da existência de estereótipos de masculinidade.
Vale ressaltar que, os números de casos de abusos registrados cresceu por causa que o combate também cresceu, encorajando muitos a denunciar. O “Disque 100” é um exemplo, um meio que se pode fazer denúncias anônimas contra o abuso. As empresas de logística também aumentaram as campanhas de conscientização de caminhoneiros para a denúncia. E o Sistema Único de Saúde melhorou o atendimento às vitimas, oferecendo um tratamento diferenciado a elas.
De acordo com a Childhood, instituto de proteção à crianças, conversar com as crianças é essencial no combate contra a pedofilia. Logo, é obrigação do Estado investir na capacitação de agentes educadores preparados para transformar a escola em um meio de confiança para que os alunos se sintam confortáveis para denunciar. A escola também deve ensiná-las a proteger sua sexualidade, fazendo os alunos ter o conhecimento sobre o seu corpo e que ninguém pode tocar em suas partes íntimas. À sociedade, o dever de ser um agente de proteção, denunciando às autoridades os casos de abusos e ajudando aqueles que sofrem ou já sofreram algum tipo de abuso.