O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 11/09/2017
É incontrovertível que o abuso sexual infantil é um miasma social e coexiste na hodierna conjuntura brasileira. Isso se deve, entre outros coeficientes, à fatores histórico-sociais; somada à precária instrução sobre o tópico tanto na esfera pública, quanto na privada; tem se também, atrelado a isso, a internet como um grande meio propulsor e facilitador do ato.
Embora a pedofilia seja um tema contemporâneo, ela era muito comum no brasil colônia, época em que os senhores patriarcais abusavam de crianças afrodescendentes, fatos que foram ratificados na obra “Casa-Grande E Senzala” de Gilberto Freyre. Consoante a isso, nos dias atuais a conduta continua, mas, de maneira mais velada, o que deveria gerar total preocupação e comoção estatal, familiar e social, pois são vidas e psicológicos abalados de crianças que estão em xeque.
Ainda nesse contexto, como indicado por Kant, educação é um fator determinante na formação humana. Analogamente, infere-se que a baixa exposição do tema supracitado é proporcional a propagação do ato, pois para prevenir, é necessário um prévio conhecimento. Tendo como exemplo, o discernimento entre o termo pedofilia e abuso sexual infantil, que respectivamente, é uma doença e um crime. Destarte, seria possível saber como reagir, seguindo com uma denúncia, ou com apoio psicológico.
Em suma é indubitável que medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Governo Federal liberar subsídios para a PF se empenhar em uma ação de busca virtual por Ip’s de pesquisadores de pornografia infantil para prende-los se houver comprovação de crime, ou, os prestar assistência médica. Não obstante, o MS tem a incumbência de criar um acompanhamento psicológico tanto para as crianças abusadas, quanto para o abusador, com o fim de reintegrá-los socialmente. Por fim, é dever da escola e da família zelar pelas crianças, criando ações informativas que as orientem como prosseguir em tal situação de risco.