O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 15/09/2017

O médico alemão Richar Kraff Ebing, conceituou pedofilia como perversão psicossocial no século XIX. Hoje, esse crime praticado contra crianças e adolescentes e caracterizado como doença mental e ocorre no mundo inteiro. No Brasil, o aliciamento de menores cresce anualmente tanto pela falha no diálogo das famílias quanto pela falha do Estado na educação infanto- juvenil. Contudo, é possível mudar o cenário atual, a partir de ações simples e eficientes para o bem de todos.

Em primeiro lugar, as famílias brasileiras não estão totalmente preparadas para dialogar sobre sexo com seus filhos. Como o Brasil é um país cristão, os indivíduos de hoje, quando crianças tiveram pouca ou nenhuma explicação sobre sexo dentro dos seus lares. Isso explica a transferência de responsabilidade para a escola, cuja explicação é meramente biológica. Assim, crianças e adolescentes buscam informações com colegas, estranhos e internet. Dessa forma, sobram achismos e faltam emoções, cuidados e prevenções. Porque a educação escolar aborda assuntos de cunho teórico voltado para formação acadêmica e não pessoal.

Em segundo lugar, o fato de crianças e adolescentes não terem informações sobre sua sexualidade as tornam vulneráveis para os pedófilos. Dessa forma, Jean Jacques Rousseau, estava equivocado quando disse que os homens nascem bons e a sociedade os corrompe; existem indivíduos cuja maldade esta intrínseca ao seu nascimento. Esses homens maus são os pedófilos, pois se aproximam dos pequenos seres com o intuito sexual; podem estar dentro da família ou podem ser estranhos. Outro problema são as redes sociais que recrutam pedófilos com o objetivo de formarem grupos, que trocam fotos e vídeos pornográficos. Uma atitude inaceitável na sociedade contemporânea, pois, além da violência sexual, existe a violência psicológica, cuja vitima carregará traumas para toda a vida, como o isolamento social e o medo de se relacionar outras pessoas.

Nelson Mandela estava certo quando disse que a melhor arma para combater as injustiças do mundo é a educação, portanto, o primeiro pilar para haver mudança ficará na responsabilidade da família com dialogo aberto sobre sexualidade, voltado para a construção de valores e identidade da criança. O segundo pilar é de atribuição do Estado que deverá reciclar e capacitar profissionais da educação pública com intuito de formação cidadã do aluno. O terceiro pilar ficará com o Terceiro Estado composto por sociedade e ONGs, cuja função será promover oficinas lúdicas e palestras educativas com objetivo prevenir crimes contra menores de idade. Com o sucesso de tais atitudes, no futuro, o Brasil será um país com menos tabus e mais felicidade.