O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 25/09/2017

No Brasil, a cada dia, 20 crianças, de zero a nove anos, são levadas aos hospitais públicos (SUS), vítimas de abusos sexuais, de acordo com o Ministério da Saúde. Diante desse dado, a pedofilia gera questionamentos acerca de atitudes da sociedade a respeito dessa problemática, seja pela exploração da inocência infantil, seja pela insuficiência das leis.

A inconsciência de uma criança é o principal artifício usado pelo explorador. Cerca de 70% dos casos de estupros no país são de crianças e adolescentes, segundo o IPEA. Dessa forma, evidencia-se a preferência em usar dos pequenos para atos sexuais, por estes ainda não apresentarem discernimento que possa distinguir valores morais. Assim, pedófilos induzem crianças a acreditar que tais ações não passam de brincadeiras, fazendo-os alvos de fácil persuasão.

Ademais, mesmo que haja avanços na legislação em relação à pedofilia, o Brasil ainda enfrenta sérios problemas na sua execução. A Lei da Escuta, por exemplo, é destinada à proteção de vítimas contra a violência sexual, porém, a insensibilidade de órgãos responsáveis por sua execução, como a polícia, geralmente as expõe e até mesmo as culpam pelos abusos. Além disso, destaca-se o papel da comunidade, pois a maioria dos casos de pedofilia acontecem dentro de casa, e com a apatia de parentes próximos e vizinhos, crianças perdem toda sua infância, sem que a lei possa agir.

É preciso perceber que a pedofilia no Brasil é maior do que se imagina. Para que a problemática possa ser solucionada, é necessário a ação das escolas, para que desde o primário, conversem e atentem crianças sobre comportamentos duvidosos vindo de adultos, podendo assim evitá-los. Pode-se também, dar cursos para profissionais na área da justiça e da polícia, para que saibam lidar com tais assuntos, em que o jovem abusado possa se sentir acolhido e, mais importante, possa confiar em alguém. Por último, a ação do Governo, que usando das mídias, alerte a população para a pedofilia, além de divulgar números e sites para denúncia.