O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 18/09/2017
“As crianças são o futuro.” Esta frase, que já se tornou um clichê, guarda consigo uma verdade impressionante: a responsabilidade de definir o futuro da raça humana e do planeta está diretamente ligada no indivíduo em que a criança se tornará. Nesse contexto, o ambiente e suas vivências tornam-se determinantes para que a criança cresça de forma plena e salvaguarde o nosso futuro. Contudo, mesmo com essa importância inquestionável, as incríveis 7592 notificações, segundo o SINAN, de violência sexual em crianças de zero a nove anos, só em 2012, revelam que ao invés de limpar as manchas do passado para um futuro melhor, estamos manchando o futuro com as marcas da inocência. É inegável que a pedofilia é uma doença social e que é preciso ser feito algo.
Primeiramente, é importante frisar que os fundamentos psicológicos de uma vida adulta saudável são criados na infância e na adolescência. Neste contexto, as experiências infanto-juvenis são decisivas na formação de um indivíduo. Sendo a pedofilia um abuso sexual que ataca essa faixa etária, é evidente, portanto, que se tenha como consequência transtornos psicológicos.
Além disso, o sistema de informação de agravos de notificação(SINAM) divulgou que 70% dos casos de violência sexual em crianças de até nove anos aconteceu dentro de casa. Esse fato demonstra a gravidade do assunto, uma vez que, sem dúvida, a casa deveria ser um símbolo de segurança e conforto para essas crianças.
Convém, portanto, que, primordialmente, a sociedade civil cobre do Estado, por meio de protestos, mudanças no amparo infantil. De início, sem dúvida, uma parceria do ministério publico com o ministério da educação corroborando para a obrigatoriedade de um amparo psicológico especializado nas escolas é o primeiro passo para a mudança. Em seguida, as escolas deveriam criar projetos que dessem base para que as familias das crianças soubessem como se comportar e soubessem indentificar possíveis sinais que as crianças possam dar. Por fim, o judiciario, com o fito de se opor à impunidade, deveria propor leis mais rigorosas cujo ideal é serem inafiançáveis e crimes ediondos. Dessa forma garantiremos, não somente à saúde das crianças brasileiras, mas também um futuro melhor