O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 22/09/2017

Durante a Primeira Revolução Industrial, relatos históricos apontam os abusos sexuais sofridos por crianças que trabalhavam nas fábricas da Inglaterra. Já nos tempos hodiernos e em terras brasileiras, a pedofilia também é um problema e, como abordado na obra Lolita, de Vladimir Nabokov, os abusos podem acontecer dentro da própria casa. Como a denúncia é o melhor meio de combate, deve-se analisar fatores que impedem que essa seja feita.

Segundo o Disque 100, mais de 600 denúncias contra pedofilia são feitas toda semana no Brasil. No entanto, esse número vem diminuindo em algumas cidades e isso não quer dizer que crianças não estejam sofrendo agressões de cunho erótico, mas que as denúncias não estão sendo efetuadas. Isso acontece, principalmente, porque, muitas vezes, o pedófilo é o próprio pai ou responsável adulto pela criança e essa, na maioria dos casos uma menina, sequer sabe o que está acontecendo. Apesar disso, muitas mudam o seu comportamento e isso pode ser sentido por pessoas mais próximas.

Em contrapartida, esse fato está longe de ser combatido. Um dos fatores para tal foi abordado na série Sob Pressão. No último episódio da produção, a personagem Carolina, explorada sexualmente por seu pai aos 12 anos, ganha conhecimento que sua mãe sabia de todos os abusos cometidos por seu marido e, mesmo assim, não denunciava, pois não conseguiria se manter economicamente se esse fosse preso. Assim, como muitas donas de casa ainda vivem sob sistemas patriarcais, em que o homem trabalha e a mulher cuida dos filhos, esse é um dos motivos que impedem um combate mais eficiente.

Desse modo, levando em consideração os aspectos supracitados, faz-se necessário que professores e psicólogos escolares façam um trabalho de prevenção à pedofilia, conversando com alunos sobre a importância de falar o que está acontecendo e estudando comportamentos estranhos que possam indicar que algo esteja errado com o estudante para que, se confirmado a exploração sexual, seja efetuada denúncia. O Ministério das Cidades deve, por sua vez, em parceria com o Sebrae, implantar casas de apoio às mães e aos filhos em todas as cidades e, além disso, oferecer cursos profissionalizantes para que as responsáveis possam enxergar um futuro seguro economicamente para sua família e, assim, denunciem seus agressores.