O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 27/09/2017
Segundo Sygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações humanas, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. Nesse sentido, o aumento dos índices de pedofilia no Brasil, tendo como “vilão” a rede mundial de computadores e a baixa política de educação sexual na escola, reflete negativamente essa realidade.
A princípio, o problema do abuso de menores cresceu junto com desenvolvimento da internet. Nesse contexto, com o avanço do capitalismo, o processo de globalização intensificou-se, bem como os seus efeitos. Nesse contexto, as redes sociais transformaram-se no principal canal de exploração e divulgação sexual de menores. Segundo dados da ONU, aproximadamente 30% dos casos de pedofilia no mundo tem origem nas redes sociais. Assim, os pais precisam, frente a essa problemática, redobrar a atenção quando o assunto é controle e educação das crianças que navegam na rede mundial de computadores.
Outro fator preocupante é a pouca quantidade de políticas de educação sexual na escola. Nesse sentido, combater à pedofilia é primeiramente educar as crianças no reconhecimento desse crime. Destarte, as crianças precisam compreender e discutir todas as formas de pedofilia para que seja somado ao “arsenal” na luta contra os índices alarmantes dessa problemática. Desse modo, a educação sexual deve ser tratada não somente como política de saúde pública, mas principalmente como mecanismo de segurança pública.
O combate à liquidez citada anteriormente, portanto, deve tornar-se efetivo. Desse modo, é preciso que os pais orientem e utilizem programas de filtros de internet, com o intuito de prevenir o contato virtual de pedófilos com os seus filhos. Além disso, o Ministério da Educação deve instituir a educação sexual voltada para reconhecimento do crime de pedofilia, com fito na redução dessa infração penal. Assim, com tais medidas, poder-se-á prevenir e diminuir os crimes dessa natureza.