O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 30/09/2017
No romance Lolita, de Vladimir Nabokov, é narrado abusos sexuais praticados pelo protagonista. De maneira análoga a realidade, o agressor convivia com a vítima e influenciava a criança a manter-se em silêncio. O combate a pedofilia no Brasil vem se mostrando ineficiente ora pela desorganização dos órgãos envolvidos, ora pela errônea forma de julgamento aos acusados.
Conforme informações obtidas pela revista Veja em 2013, o ministério da saúde e seus órgãos auxiliares vem tendo dificuldade em lidar com a organização do número e tratamento ás vítimas no Brasil. Embora o número de casos tenha diminuído, a forma que estes são colhidos e arquivados ainda é arcaica, gerando, assim, a desorganização do sistema, dificultando o tratamento ás vítimas.
Além disso, o julgamento aos acusados é, muitas vezes, equivocado. Segundo Cesare Beccaria, a finalidade das penas não é atormentar e aflingir um ser sensível, o seu fim é apenas impedir que o rei cause novos danos aos seus concidadãos e influencie os outros de fazer o mesmo. Entretanto, ao contrário do pensamento de Beccaria, pedófilos brasileiros conseguem permissão até mesmo de aproximar-se das vítimas, tendo chance de repetir o crime.
Logo, o combate á pedofilia no Brasil deve ser restaurado. A criação de um sistema que colha e armazene dados sobre o assunto é necessário porque há um déficit de ajuda ás vítimas. Assim, com ajuda de universidades federais, o ministério da saúde conseguirá subdividir seu trabalho por todos estados, adquirindo a organização. Ademais, é necessário que o judiciário reveja sua conduta em relação ao tratamento dos pedófilos, fazendo que estes sejam vigiados com ajuda de sensores que rastreiam suas localizações, obrigando-o a manter distância em relação á vítima.