O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 30/09/2017

Dentre as múltiplas formas de abuso sexual existentes a pedofilia se mostra uma das mais abomináveis, pois a inocência de uma criança é violada. Estima-se que, no Brasil, pelo menos 20 crianças sejam molestadas diariamente e, na maior parte das vezes, o agressor era conhecido da vítima. Nesse sentido, para evitar essa repugnante atitude, o combate a pedofilia através da prevenção.

Primeiramente, é impreterível ressaltar que os criminosos são, na verdade, pessoas doentes que devem ser tratadas. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) o pedófilo possui um transtorno mental causado por fatores ainda não esclarecidos. De modo que, no Brasil, um possível primeiro passo para o combate a tal moléstia deveria ser a identificação desse transtorno antes que ele se manifeste em sua nefasta consequência. Dessa forma, as virtudes da vida infantil seriam poupadas e doentes seriam tratados.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é o papel, ainda que tímido, que a criança tem de ter para reprimir o abuso. Embora o processo de socialização dos jovens os ensinem a se comportarem diante das situações sociais, pouco se fala a respeito da sexualidade, levando-os a, muitas vezes, não reconhecerem possíveis ameaças e encararem os abusos como uma brincadeira ingênua, não denunciando e perpetuando tal injúria. Assim, tendo em vista a fragilidade e incapacidade de lidar com a situação muitos inocentes são desvirtuados pela perversidade do mundo.

Dessarte, para a batalha nacional contra o abuso infantil devem ser tomadas medidas preventivas tanto contra os enfermos quanto em favor das possíveis vítimas. Para isso o Ministério da Saúde, como órgão competente, poderia criar, por meio da publicidade, uma campanha que incentive os homens a buscarem psiquiátrica, a exemplo da bem-sucedida campanha pelo exame de próstata, a fim de evitar qualquer delito. Ademais, o Ministério da Educação, como mecanismo de conscientização, poderia criar um curso que recapacite os professores a levarem educação sexual para dentro das escolas, deixando os alunos cientes de seus respectivos direitos e deveres como ser social, para que as crianças, ao menos, tenham a capacidade identificar e denunciar qualquer tipo de violação.