O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 18/10/2023

A Constituição brasileira vigente recebeu o adjetivo de “cidadã”, pois trata-se de um texto que possui como base a garantia da dignidade humana para todos os ci-dadãos de sua nação. Entretanto, na prática, tais direitos, que seriam abrangentes a todos, não se concretizam, e as crianças do Brasil acabam como vítimas de pedo-filia. Logo, o combate a essa pratica precisa ser uma realidade tangível, visto que a violência sexual infantil é incidente e necessita de atenção estatal mais expressiva.

Em primeira análise, o Estatuto da Criança e do Adolescente entende que a in-genuidade e o crescimento constante desta fase humana (de 0 a 18 anos) precisam ser preservados. Contudo, os índices de crimes sexuais contra menores, nos quatro primeiros meses de 2023, cresceram 68% quando comparados ao ano anterior, se-gundo o site oficial do Governo Federal. Desse modo, é esclarecido o paradoxo en-tre os deveres dos homens e suas ações, já que mesmo sendo proibidos de irem contra os direitos alheios, vão e reiteram o pensamento egoísta do homem moder-no tratato pelo filósofo Emmanuel Levinas como totalidade.

À vista dessa barbárie, estabelece-se a calamidade vivenciada pela parcela da população que deveria estar tendo uma vida lúdica e segura. Assim, frente a uma problemática tão alarmante, é notório que as intituições responsáveis pela garantia dos preceitos estabelecidos legamente estão em débito com suas atrubuições. Esse “débito” configura aos orgãos governamentais, conforme os pensamentos do soci-ólogo Zygmunt Bauman, a condição de instituições zumbis, o que significa que o Estado não efetua o que de fato deveria efetuar e gera insegurança social.

Em suma, a pedofilia no Brasil urge combate eficiente. Logo, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania deve criar uma campanha nacional de extrema abrangência para popularizar o “Maio Laranja” (mês dedicado ao combate à violên-cia sexual infantil). Tal campanha será feita pela mídia, com veiculações midiáticas nas redes sociais e em meios físicos de divulgação, a fim de levar o conhecimento a cerca da problemática criminal contra crianças e adolescentes ao maior número de brasileiros possível e, enfim, ter uma maior denúncia e punição desses crimes.