O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 16/10/2017

Marcas de abusos

Em 2013, mais de trinta mil ligações referentes à violência sexual foram recebidas no Disque Cem. Na maioria delas o violentado era menor de idade. O número, por si só, é alarmante. Entretanto, não representa o real problema, pois, em grande parte dos casos o agressor não é denunciado. Fato que dificulta a proteção da vítima e a estipulação de pena ao abusador.

Violações sexuais acarretam mudanças comportamentais e traumas que podem ser eternos. Trata-se de um marco negativo na vida de qualquer um, especialmente, na de crianças e adolescentes, por estarem em processo de formação da personalidade. Portanto, qualquer prática com teor sexual que envolva menores, deve ser noticiada às autoridades.

Entre ser violentado e queixar-se disso, existe barreiras. A primeira delas é o medo que o violador, muitas vezes próximo da vítima, impõe a ela. A situação se complica ainda mais quando se trata de pedofilia, visto que geralmente essa prática acontece no meio familiar e, a criança costuma não identificar o abuso porquanto lhe falta educação acerca da sexualidade.

À vista das questões supracitadas, torna-se evidente a necessidade de intervenções. A família aliada com a escola deve orientar os jovens sobre seu corpo e ressaltar a importância de não se abster e comunicar ocorridos. Todos próximos do menor devem se manter em constante estado de alerta acerca das mudanças que este possa apresentar. Em casos de abuso, cabe ao governo disponibilizar profissionais capazes para lidar com a situação, como assistentes sociais e psicólogos, visando diminuir os traumas. Quanto ao agressor, é competência do judiciário punir os denunciados considerando o que já é previsto pelo Código Penal Brasileiro.