O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 30/10/2017

Quando amor e ódio colidem

É notório que o abuso sexual de crianças e adolescentes é um problema que exige cautela e cuidados na sociedade atual. A  consciência corporal de jovens é de extrema importância para a percepção de atos abusivos, assim como o acesso fácil à denúncia, por pessoas próximas, em casos de pedofilia. Entretanto, um ensino que incentive o reconhecimento do próprio corpo para adolescentes, nas escolas do país, além de um mecanismo de denúncia eficiente, são, muitas vezes, ineficientes.

A percepção corporal ensinada nas escolas é de extrema importância para a prevenção de atos de pedofilia, no país. Segundo pensamento Socrático, “Conhece a ti mesmo e conhecerás o universo e os Deuses”, em uma prerrogativa moderna, trata-se do autoconhecimento para a percepção do mundo. Ou seja, o incentivo escolar do reconhecimento corporal deve ser efetiva e colaborativa, pois, muitos acabam por desenvolver certo “tabu corporal”, agravando a situação pela vergonha corporal.

Entretanto, não basta o reconhecimento de atos abusivos se não há um meio de denúncia efetivo e seguro. De acordo com estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% das mulheres , no mundo, sofrem algum tipo de abuso até os 18 anos, e quase 80% jamais denuncia. O desconhecimento da efetividade dos sistemas de proteção, ligado ao medo do abusado com ameaças vindas do pedófilo, trazem a aceitação da situação por quem sofre, impedindo-o de recorrer aos meios judiciais para sua proteção. Isso provoca sérias complicações psicológicas futuras, podendo chegar à depressão e suicídio.

Desse modo, a pedofilia pode ser enfrentada por ações legais e aumento da consciência de quem sofre, trazendo entendimento desse tipo de ato, a sociedade pode se precaver de problemas futuros e ter uma segurança maior no controle comportamental de jovens. A ampliação, por ONGs que defendam os direitos humanos, da divulgação da denúncia da pedofilia, no país, assim como da sua efetividade, contribuiriam para a segurança de crianças e adolescentes na garantia de uma vida  social saudável e segura. Além disso, os setores educativos, através da qualificação de profissionais de ciências biológicas, precisam ampliar o conhecimento dos jovens para as suas especificidades corporais através do incentivo ao autoconhecimento, retirando o tabu da sociedade e trazendo consciência à quem sofre de abusos sexuais para efetivar a denúncia desses atos prejudiciais à saúde psicológica de todos.