O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 20/10/2017
Mormente, é importante salientar que a sexualidade ainda é tratada como um tabu por muitas famílias. Em virtude disso, a restrição do assunto impede que os pais ensinem as crianças a conhecerem seu próprio corpo e não permitirem que alguém lhes toque sem consentimento. Desse modo, a ausência dessa conscientização propicia que a criança não reconheça que está sendo vítima de abusos e por medo ou desconhecimento, não denuncie o abusador.
Além disso, é cabível enfatizar as dificuldades em se identificar os abusadores. De acordo com uma pesquisa realizada pela Abrapia, cerca de 80% dos abusadores são integrantes da família. Com relação a isso, pode-se afirmar que devido ao fato dos agressores não possuírem um perfil específico é necessário que haja uma atenção redobrada por parte dos familiares. Segundo o sociólogo Gilberto Freyre “O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças". Desse modo, a questão da violação sexual infantil não pode mais ser negligenciada no país.
Portanto, medidas são necessárias para proteger a infância no Brasil. Destarte, o Ministério da Educação deve ampliar políticas públicas educacionais dentro das Instituições de ensino, que por meio de palestras e cartilhas educativas alertem os pais acerca do assunto e ensinem as crianças a identificarem e denunciarem abusos sexuais. Além disso, o Ministério da Saúde deve disponibilizar mais psicólogos em escolas e orfanatos para o tratamento de crianças que foram vítimas de violações, a fim de que o ocorrido não gere traumas futuros. Dessa forma, casos iguais ou parecidos ao de Lollita terão menores chances de acontecer.